08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Pais e mestres


| Tempo de leitura: 2 min

Li na Tribuna do Leitor a mensagem da publicitária Ana Cristina, de Petrópolis, RJ, sobre o transporte animal, fato esse que realmente merece atenção das autoridades referente à preservação dos animais. É comum ver-se jovens montados em animais com freios sem barbelas, ou de corrente, sem que os pais tenham a preocupação de ensiná-los a agir corretamente, sabendo-se que o animal é um vivente, como diz Ana Cristina, notando-se também que carroceiros ficam o dia todo com animais na carroça sem água, o que comer e devido descanso.

Enquanto ela se preocupa com os animais, por outro lado, o Jornal noticiava jovens matando jovens, ficando um sem a vida e outro perdendo o melhor de sua juventude indo para a prisão onde permanecerá sem o prazer de viver, sem que os pais eduquem os filhos para que não matem e também evitem a interrupção da vida.

Outro problema que está tirando o prazer dos jovens é a educação que, através de insuportáveis tarefas escolares com letras tão miúdas,faz com que muitos deles já precisam usar óculos, estressando os estudantes. No JC, li que muitos jovens estão tão exaustos com os estudos que chegam a não suportar as tarefas e acabam perdendo o entusiasmo de estudar, chegando a 42% o número de repetentes e muitos, não tendo condição de continuar estudando, acabam deixando os estudos.

Por coincidência, um feirante pediu-me auxílio para comprar remédio para filha que precisa tomá-lo ininterruptamente e que não tem condições de comprá-lo dado o alto custo e, agora, fala-se em criar uma lei que o fundamental irá ser de 9 anos com admissão aos 6 anos, significando dizer que a criança de 6 anos vai perder o melhor de sua vida, ou seja, brincar na sua infância e ter que suportar um ano a mais do exausto estudo.

Sugiro aos pais e mestres que estudem a impugnação do projeto, por sinal já aprovado em Minas, e que o estudo volte ao passado com o primário de primeiro ao 4.º ano e o ginasial dos 5 aos 8 anos, ou seja, 8.ª série com educação com base no passado, quando se tinha lições compatíveis com a idade dos estudantes e que estudavam menos e aprendiam mais com o prazer de ao final do primário receber o diploma que tanto os entusiasmava.

Pensem no futuro, visto que o presente está insuportável, sabendo-se que o estudante precisa de tempo para o lazer e descanso.

Carlos Sandrin, advogado.