08 de julho de 2026
Turismo

Calçadão cheiroso e limpo


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Os calçadões centrais, ou “paseos de peatones” como eles o chamam, chocam o brasileiro pelo lado positivo: são limpíssimos, não há camelôs entulhando as ruas e são vigiados por câmeras de circuito fechado. Os aposentados que vão receber seus proventos na zona bancária podem requisitar escolta policial. Caso se sintam ameaçados, a cada 100 metros existem alarmes que, uma vez acionados, tocam nos postos policiais e em minutos forças da polícia se fazem presentes.

Ninguém se atreve a praticar atos ilícitos. Os policiais são incorruptíveis. Andam em uniformes impecáveis, os sapatos brilham estão bem equipados e têm formação prussiana, como as Forças Armadas.

Quem tenta suborná-los é levado à presença de um juiz que dá a sentença na hora. A brincadeira pode custar anos de prisão.

Minissaias e o mercadão

O passeio a pé pelo Centro e calçadão nos permite ver coisas inusitadas. Uma delas é o “café com pernas”, como dizem os santiaguinos. Os cafés são servidos em bandejas de pratas por belas garotas de minissaia. Tudo dentro do máximo respeito, mas sob olhares cobiçosos. “Mirar no és proibido...”

No final do calçadão está o Mercado Central. Um lugar cheio de magia. Todo erguido em ferro batido préfabricado na Inglaterra. Ali se pode comer os melhores mariscos e pescados frescos a preços muito convenientes e porções generosas.

O Chile tem uma tradição pesqueira mundial. Seus mais de 4 mil quilômetros de costas para o Oceano Pacífico garante-lhe peixes e frutos do mar em abundância. O chileno come muito peixe. No Mercado Central, procure pelo Augusto. Ele e seu filho adoram o Brasil. Viajam a São Paulo só para comer massas no Famiglia Manccini e paellas com lagostas no Don Curro. Acham o máximo.

Em meio a bancas de venda de peixes, legumes, frutas e verduras você será servido com caldeiradas de camarões, lulas e mariscos: congrio empanado acompanhado de legumes puxados na manteiga; filés grelhados de albacora com purê de batatas ou o salmão austral que eles criam na Patagônia e nós brasileiros compramos em todos os supermercados daqui.

Uma refeição com vinho sai por menos de US$ 10,00 por pessoa. Se a fome não for muita dá para rachar um prato em dois.