A bancada federal do Partido Liberal (PL) defende que a paridade salarial para as carreiras do Judiciário, de primeira à última instância, na Reforma da Previdência. Ou seja, ao invés da adoção de um percentual sobre os salários dos ministros dos órgãos superiores, os liberais entendem que a questão será resolvida com a equiparação por nível de atuação dentro da magistratura.
A informação é do deputado federal Milton Monti (PL-SP). “Ao invés da fixação dos 75% do salários dos ministros dos órgãos de terceira instância, como o Supremo Tribunal e o Superior Tribunal, nós entendemos que isso se resolverá através da equiparação, a paridade por carreira. Vamos avançar neste item que está gerando polêmica em relação ao projeto de Reforma da Previdência”, espera.
Monti explica a proposta do partido. “A equiparação para nós se dará com a garantia de que o juiz federal e o estadual tenham o mesmo salário em primeira instância, os desembargadores das duas partes tenham a mesma garantia nos Estados e que o mesmo ocorra com os tribunais superiores”, acrescenta.
Para o deputado, assim a questão do subteto se resolverá dentro da paridade das hierarquias do próprio Judiciário. “Estaremos resolvendo uma distorção. Porque o Judiciário conta com as suas ramificações na área do Trabalho, Federal e Estadual. E os níveis salariais são distintos. E os maiores problemas apresentados não estão na carreira da União, mas nos Estados. Acreditamos que a proposta vá ganhar apoio na reforma”, Monti.
Reestruturação
Fora do âmbito da Reforma Previdenciária, o deputado que tem seu reduto eleitoral em São Manuel, conta que está trabalhando na reestruturação do partido na região. “Estamos conversando com lideranças, buscando a formação de um grupo forte para a disputa das eleições de 2004”, conta.
Monti comenta que o PL não vai necessariamente fazer aliança com o PT em 2004. “O partido definiu que a situação será definida caso a caso. Não temos condições de repetir em cada cidade a aliança nacional. Temos realidades distintas em diversas regiões. Onde a aliança for possível, ela vai ocorrer. Em outras cidades vamos compor e apoiar candidatos de outras forças que afinam conosco”, cita.
Em Bauru, Monti conta que o processo já foi deflagrado. “O partido já está sendo reestruturado na cidade e teremos um grupo capaz de dar peso ainda maior ao PL com a vinda de pessoas respeitadas na política local e com histórico”, indica.
O deputado não escondeu que os liberais estão conversando com peemedebistas. Não é descartada a chegada de nomes como o do ex-prefeito e ex-deputado Tidei de Lima. Por sinal, o irmão de Milton Monti, o médico Fernando Monti também é do PMDB e não será surpresa se o convite seja extensivo ao parente.
Ele descartou que o partido receba o ex-prefeito Izzo Filho. “É uma alternativa descartada. O PL tem outra programação para Bauru”, conta.