08 de julho de 2026
Gastronomia

Os sírio-libaneses

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Donos de uma cultura milenar, com usos e costumes fascinantes, os imigrantes sírio-libaneses trouxeram uma contribuição que agradou em especial: sua culinária. Há 6 mil anos, os habitantes do Oriente Médio foram os primeiros a plantar trigo, utilizar azeite de oliva e produzir vinho.

Os rebanhos de carneiros e ovelhas que habitavam suas montanhas e vales forneciam leite, queijo e coalhada. Ao longo de séculos, os pratos se multiplicaram e se refinaram, até constituírem um dos cardápios mais ricos do planeta.

Um bufê de entradas tradicional, por exemplo, reúne até 50 ou 60 pratos diferentes. Como bebida, um cálice de arak, a típica aguardente de vinho perfumada com anis.

Os primeiros imigrantes encontravam certa dificuldade para conseguir no Brasil os ingredientes necessários à sua cozinha, repleta de aromas e especiarias. Os comerciantes não se preocupavam em importar e colocar à venda produtos desconhecidos pela maior parte da população.

Pouco a pouco, no entanto, essa situação foi se alterando, até mudar radicalmente. Amigos brasileiros começaram a freqüentar a casa de imigrantes e partilhar de suas refeições, provando e aprovando aquela comida aparentemente estranha.

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A comida da Catalunha

"Barcelona é cidade para comer bem. Muito bem. Aliás, essa é uma característica de toda a Catalunha. Na região, há grande diversidade culinária.

Mas nada de pratos sofisticados, nada de cremes requintados que mascaram o sabor natural do alimento. A começar pelo pão com tomate - a coisa mais simples, fácil, barata e deliciosa.

Basta torrar bem uma fatia de pão e cortar um tomate maduro e esfregá-lo no pão até preencher toda a superfície.

Espera-se um minuto para que o pão absorva um pouco do suco de tomate. Depois, coloca-se sal e rega-se com bastante azeite de oliva. Pronto! É a glória nacional! Desde criancinhas, aprendemos a gostar do pá em tomaquet".

José Zaragoza

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Buarque de Holanda

O mais importante para quem partilhava uma refeição na casa da rua Buri não era a precisão das receitas, mas a cordialidade em todos os sentidos brasileiros que imperava à mesa.

Na expressão consagrada pela música de Chico Buarque, todos os doces pareciam ter sido feitos, "com açúcar e com afeto".