08 de julho de 2026
Geral

APM e CRM apontam falta de médicos

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

O diretor regional da Associação Paulista de Medicina (APM), José Henrique de Oliveira Godoy, acredita que a falta de médicos é mais sentida com relação aos clínicos. “Existe uma tendência entre os estudantes de medicina deles procurarem especialidades que julgam ser mais rendosas ou interessantes do ponto de vista científico”, diz.

A delegada do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Bauru, Tereza Faifer, concorda. “O clínico tem que ter um preparo muito grande para poder atender às diversas patologias com competência. Formar um clínico hoje é difícil. A pessoa tem que estudar e se empenhar muito. Até deve haver uma deficiência. Temos visto chegar poucos clínicos na cidade”, revela.

Godoy e Tereza, porém, apontam a falta de clínico geral como fator secundário para o baixo interesse destes profissionais pelo HE. Para eles, o grande problema é mesmo o salário. “Eles são muito pouco atraentes para especialidades que exigem muita dedicação. Em anestesia, esses valores são muito aquém do que um profissional recebe por um período de trabalho similar”, diz Godoy.

“Dificilmente eles vão conseguir profissionais para cobrir a demanda do hospital, mesmo porque, entre as pessoas de mais experência, poucas têm tempo disponível para assumir um outro trabalho, muito menos por esse honorário. Uma pessoa, para vir para Bauru e receber esse salário, tem que ter uma outra fonte de renda, um emprego ou plantão garantido”, acredita Tereza.

Miranda reconhece que o salário seja um limitador para atrair novos funcionários, mas afirma que pouco pode ser feito com relação a isso. “O valor é de acordo com a nossa capacidade orçamentária”, revela.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde informou que o salário oferecido nos concursos do HE é o mesmo que é pago em processos seletivos similares e, por ser tabelado, não pode ser aumentado.