Certamente você já ouviu falar naquele famoso ditado popular “filho de peixe, peixinho é”. Este é quase o caso do jovem bauruense Diogo Abreu Scudeller, 22 anos, que segue os passos de vários membros da família, principalmente do avô, de um tio e de uma irmã, na arte de desenhar.
Dono de um ateliê onde exerce profissionalmente a atividade há cerca de cinco anos, Diogo conta que, apesar dos parentes contarem com o mesmo dom, ele foi o único a se arriscar a “dar a cara para bater”. “Meu pai achava que isso não daria futuro, mas insisti e agora vivo disso”, ressalta.
A história de amor de Diogo com os desenhos iniciou-se quando ele ainda era pequeno. Na época, o que o motivou a dar as primeiras “rabiscadas” foram os gibis da “Turma da Mônica”. Já a admiração pelos automóveis nasceu graças ao Fusca de seu pai estacionado na garagem de casa. “Gostava de ficar desenhando-o”, lembra ele.
Mas dois fatos em 1997, ano que Diogo considera como um “divisor de águas” em sua carreira, fariam o gosto e a preferência pelos carros aumentarem para valer. O primeiro era a proximidade com um vizinho freqüentador assíduo dos salões de automóveis em São Paulo. “Ele trazia fotos de lá e ia me fascinando com os carros”, recorda.
Entretanto, foi após Diogo assistir a “Dias do Trovão”, filme em que o astro Tom Cruise interpreta um piloto da Nascar norte-americana, que o que era apenas admiração transformou-se em paixão. “A partir dali, resolvi me especializar em desenhá-los”, afirma.
E o jovem realmente não brincou em serviço. Começou a freqüentar cursos e até a trabalhar com profissionais da área a fim de se aperfeiçoar e aprimorar os traços de seus desenhos.
Desta forma, os automóveis, especialmente os bólidos da Fórmula 1 e os esportivos em geral, são hoje uma de suas fontes prediletas de inspiração. “Uma coisa que me fascina neles são seus designs. Além disso, percebi que, quando comecei a desenhá-los, desenvolvi muito a criatividade”, enfatiza Diogo.
E isto realmente não falta ao jovem. Tanto que ele já possui vários projetos em mente de veículos com design futurista e “politicamente corretos”. “Penso em automóveis sofisticados, mas que contenham tecnologias não-agressivas ao meio ambiente”, afirma.
Para criá-los, além das linhas visuais dos veículos, Diogo revela que inspira-se também na ficção científica. “Star Wars e suas naves é um dos grandes referenciais para desenhá-los”, enfatiza o jovem.
Porsches e BMWs são outros modelos que não saem da cabeça do jovem. “São carros fáceis de se desenhar e, por isso, ideais para quem pretende iniciar na arte. Eles possuem formas simples de serem compreendidas a olho nu”, considera Diogo.
O entusiasmo pelos automóveis é tanto que o jovem pretende, além das aulas habituais de temas variados, pretende ministrar outras para ensinar os conceitos que aprendeu na arte de desenhar carros.
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Perfil
Nome: Diogo Abreu Scudeller Idade: 22 anos Terra natal:Santos (SP) Profissão:Desenhista Signo:Aquário Cor preferida:Azul Hobby:“Ler e observar muito, ações que me ajudaram muito a desenvolver a criatividade e a inteligência, qualidades imprescindíveis a um desenhista.” Para quem você nunca desenharia um veículo?:“Para uma pessoa que não gostaria de dizer o nome.” E para quem você faria questão de desenhá-lo?:“Para minha futura esposa.” Mesmo ainda não tendo carteira de motorista, o que você não gosta no trânsito bauruense?:“Da falta de criatividade. Por exemplo, o Senna era um artista e tinha um estilo próprio e diferente quando pilotava. Em Bauru, se um carro pára de um lado no semáforo, os outros também o seguem, deixando espaços vazios do outro lado. Para mim, falta fugir um pouco dos padrões, mas respeitando as regras.”