A aguardente brasileira ganhou status nos últimos dez anos e deixou de freqüentar apenas os balcões de botequins. O destilado mais consumido no País passou a ser servido em ambientes mais sofisticados. A mudança de ambiente determinou a alteração do perfil do consumidor que deixou de ser o “pinguço” para ser o apreciador da bebida.
A velha pinga ganhou nova roupagem e passou a ser cachaça e o antigo copinho de medida foi substituído por copos mais transparentes e sofisticados. Servida pura ou misturada passou a atrair um público classe A .
Para atender as necessidades do público classe A, a “marvada” começou a receber “adornos” desde a fabricação até a embalagem. Nessa linha, na região, há fabricação da aguardente Tiquara. A bebida é 100% orgânica e recebe tratamento diferenciado para poder competir num mercado ainda restrito.
A cachaça engarrafada e embalada num estilo tipicamente “caipira” com saco de estopa e fitinha verde e amarela já viajou para o Exterior, explica Marcos Macedo, um descendente de português que nasceu em Minas Gerais. “Exportamos para a Alemanha, Inglaterra, Bélgica e Portugal.”
A aguardente artesanal produzida num sítio do distrito de Jacuba, região de Arealva, é considerada suave e apreciada inclusive pelo público feminino, garante o proprietário. Ele não abre o alambique para a visitação do público.
Curiosidades
Brasil produz
• 1,5 bilhão de litros de cachaça por ano
• 1,050 bilhão de aguardente industrial
• 450 milhões de cachaça artesanal
Setor reúne cerca de 30 mil produtores
• São 5 mil marcas que geram 400 mil empregos diretos
• São Paulo é o líder na produção com 44%
• Pernambuco tem 12%
• Ceará, 12%
• Minas Gerais, 8%
• Rio de Janeiro, 8%
• Goiás, 8%
• Espírito Santo, 8%
Principais fabricantes industriais
• Pirassununga (SP)
• Velho Barreiro (SP)
• Pitu (PE)
• Ypióca (CE)
• Colonial (CE)
2002