A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) realiza entre os dias 4 e 10 de agosto, no Teatro Municipal “Celina Lourdes Alves Neves”, a Mostra Santo da Casa, que reúne oito grupos de teatro de Bauru em dez espetáculos. A abertura será no dia 4, às 20h30, com o espetáculo convidado “Van Gogh”, com Elias Andreato e direção de Márcia Abujamra. Os ingressos para todas as apresentações podem ser comprados por R$ 1,00 na bilheteria do teatro.
Segundo a assessoria da Secretaria, a Mostra Santo da Casa é conseqüência do projeto do mesmo nome que, pelo terceiro ano consecutivo, a SMC realiza junto aos grupos de teatro amador de Bauru, com o objetivo de fortalecer a produção local da área da cidade, formar público para o teatro e oferecer suporte técnico e formação dos grupos.
Os grupos inscritos no início do ano a participarem do projeto, tiveram a oportunidade de refletir sobre suas montagens através de leituras dramáticas dos textos, com o acompanhamento da diretora e produtora teatral Márcia Abujamra e Nilceu Bernardo, diretor do grupo Atos e Cenas, de Lençóis Paulista.
Esses mesmos grupos foram convidados para participar do projeto Ciclo de Leituras Dramáticas – 100 Anos de Teatro Brasileiro, onde cada grupo escolheu um texto significativo da dramaturgia brasileira escrito no último século. Eles participaram de laboratórios, oficinas paralelas e workshops ligados ao Projeto Cena Aberta, como de direção teatral e iluminação.
Espetáculos
Após a abertura oficial no dia 4, a programação segue no dia 5 de agosto com a apresentação às 20h do espetáculo “Uma Confusão dos Diabos”, com o grupo Enquanto Ela não Vem, formado por reeducandos do Instituto Penal Agrícola de Bauru (IPA).
No dia 6, às 20h, quem se apresenta no Teatro Municipal é a Cia Teatral Cena Aberta, com o espetáculo “Bailei na Curva”. No dia 7, as apresentações se iniciam mais cedo, às 15h, com o espetáculo “Tudo pela Margarida”, com o grupo Sonhos e Cia. Depois, sobe ao palco às 20h o grupo Luz em Cena, com a peça “Quem tem Medo da Morte”.
A programação do dia 8 também começa às 15h, com a peça “Circo Retalho”, com o grupo Sonhos e Cia. A noite, às 20h, é a vez do espetáculo “Deu Pane na Vocação”, com o Grupo de Teatro Educativo Abertura, que se apresenta também no dia 9, às 15h, com a peça “Súplica Cearense”. No mesmo dia, às 20h, é a vez do grupo Kamikase, com o texto “O Mistério da Casa Hilton”
No dia 10, o Santo da Casa encerra a mostra com mais duas peças. Às 15h, o grupo Teatral Magia, formado pelo núcleo da Terceira Idade do Sesc, apresenta “Estranhas Histórias de Amor”. Para a noite, está marcada para às 20h o espetáculo “Hominis Protoribus”, com a Cia Teatral Pano de Cena.
• Serviço
Mostra Santo da Casa de Teatro. De 4 a 10 de agosto no Teatro Municipal. Os ingressos para todas as apresentações podem ser comprados por R$ 1,00. Avenida Nações Unidas, 8-9. Informações: (14) 235-1072.
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Van Gogh desnudado
Um palco vazio, a não ser por um desenho nos telões que cobrem as paredes, uma cadeira de fundo de palha, um castiçal com vela, uma pilha de papéis e um chapéu de palha. Este é o cenário de “Van Gogh”, peça dirigida por Márcia Abujamra e com atuação de Elias Andreato
A peça é tanto um espetáculo sobre o pintor holandês como sobre o próprio Elias Andreato.
Segundo a SMC, “Van Gogh” é um monólogo, uma celebração da interpretação e celebração do ator. O ator questiona a arte, a partir das cartas deixadas pelo pintor ao irmão Téo, com uma paixão que se confunde com o personagem.
A direção de Márcia Abujamra é um resultado de uma intimidade com o texto, apoiada numa imaginação muito voltada para o universo de Van Gogh. O espetáculo, embora curto, é comovente, pois ressalta a angústia do pintor e sua extraordinária visão da arte. Sua vida precária, sempre no limite da insanidade, transparecem na atuação de Andreato.
Para a diretora, o espetáculo pode estimular discussões que irão contribuir para o Santo da Casa. “O trabalho de Andreato em pleno domínio da profissão durante a interpretação, coloca a questão do papel da arte no teatro”, analisou.
Ela diz também que o Santo da Casa contraria o dito popular e faz milagre. “Não é aquele milagre que transforma o impossível em realidade, mas o milagre do trabalho responsável. Nesse caso, o trabalho responsável da Secretaria Municipal de Cultura, que permite que os muitos e diferentes grupos de teatro da cidade ganhem espaço e visibilidade através do projeto”, afirmou.
Abujamra continua dizendo que o espaço do teatro é uma garantia de que os grupos podem se arriscar a mostrar o que pensam e querem com seus espetáculos. Para ela, a mostra do conjunto dos trabalhos garante visibilidade igual a todos e oferece um dos mais preciosos estímulos que um artista de teatro pode receber: a resposta do público.