Desde que o mundo é mundo, convivemos com o fato de existirem ricos e pobres. Porém, nos dias de hoje o fato de se possuir terra, na maioria das vezes, é mais ligado ao fator de status e poder. Particularmente, não queria estar na pele de quem possui um sítio de 10 hectares e não possui outra fonte de renda, pois nestas condições é preciso o trabalho de toda a família, de sol a sol, para uma vida apenas de sobrevivência, privado, sim, daquilo que um assalariado possui.
Portanto, no meu modo de ver, uma reforma agrária inteligente neste país teria de ser feita nos seguintes critérios:
- Doação de terras para pessoas (físicas ou jurídicas) em regime de comodato com prazo em torno de 20 anos;
- Toda pessoa ou empresa só poderia entrar no projeto com cadastro devidamente aprovado;
- A cada 5 ou 10 alqueires que fossem doados, o proprietário ficaria obrigado a gerar um emprego com carteira assinada, caso contrário perderia o comodato;
- Todos os milhões de empregos criados seriam destinados aos integrantes do MST, com o direito ao proprietário de demissão por justa causa e contratação imediata de outro funcionário;
- Todos os funcionários contratados teriam uma lei especial de controle de natalidade para que daqui a alguns anos a campanha criança esperança faça parte do passado.
Na verdade, da forma que está sendo feita, o que os interessados pela reforma agrária querem não passa de uma utopia, pois se o governo aceitar numa boa todas estas exigências, estaria fazendo uma grande injustiça com o pequeno produtor rural brasileiro, que tem o vício de trabalhar e, às vezes, mesmo no prejuízo, produz por amar aquilo que faz. (Andrey Aparecido Garbulio - RG 18.678.829)