08 de julho de 2026
Articulistas

Aberração


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Uma expressão em que, segundo o “Novo Dicionário Aurélio”: “Aberração - do latim. aberratione, S.f. 1. Ato ou efeito de aberrar. 2. Defeito, deformidade, distorção: “por dia, sob a firme e sólida da boa erudição, soltar os vôos à fantasia, sem incorrer nas deploráveis aberrações da escola gongorista.” 3. – anomalia, anormalidade, irregularidade. 4. Desvarío, desatino etc. etc...

Enfim, em se tratando de assunto escrito, tal como o seguinte exemplo, (cuja aberração salta), na forma do escrito – embora sem entretanto – prejudicar o objetivo da exposição do respectivo assunto, literalmente compreensivo. Trata-se da notícia oriunda da “Grã-Bretanha” estampada pelo matutino “O Popular”, de Goiânia, publicação de 29 de julho de 2.003, abrindo a chamada do assunto quanto a morte do “Cientista David Kelly”, referindo-se ao “Cadáver” do respectivo assessor “apresentava cortes no pulso e estava ao lado de caixa de analgésicos”, no aguardo da “polícia” para “investigar caso.”

Quanto ao assunto, este ocorreu (na ocasião em que nós estávamos presente em Goiânia), onde testemunhamos a reprodução do artigo em questão levado à mídia em “O Popular”, sob a seguinte chamada (ipsis litteris): “Cientista pode ter se matado”. Como se percebe, tudo nos leva a crer que no complemento da expressão: “pode ter se matado” (isto é, poderia ter matando a si próprio), reside a aberração gráfica, o que não é verdade. Entretanto, melhor seria completar a oração em questão afirmando: “pode ter se suicidado”. - Donde conclui-se que nem tudo que parece é aberração...

Por outro lado, pode ser que me engane, tendo em vista ocorrências (quer creia ou não) parece-nos que no mundo moderno, a cada dia que passamos, representam atividades, situações ou expressões verdadeiramente aberrativas nos contextos próprios da vivência em união humana, inerentes, entre pessoas do mesmo sexo. Não somente dentre as uniões dos sexos femininos - por princípios primários - como as uniões mais presentes e (ostensivamente), dentre as uniões entre os sexos masculinos, maritalmente. Estes vêm encontrando posição na sociedade conhecidos por gays e já obtiveram o reconhecimento da união, em alguns países da Europa.

O “Primeiro casamento gay da América Latina”, ocorrido entre dois argentinos Cesar Cigliutti, de 45 anos, e Marcelo Sunthreim, de 35 anos. Após se converterem no primeiro casal homossexual a se casar oficialmente na América Latina. Na noite de sexta-feira os casadoiros “César e Marcelo formalizaram a união assim que a Câmara Municipal de Buenos Aires regulamentou a Lei das Uniões Civis, que permite a união dos casais independentemente do sexo”. A permissão legal para a união dos parceiros exigem comprovação de “pelo menos dois anos de convivência e serem solteiros”. O casal preside a ONG Comunidade Homossexual Argentina (CHA) ... e o casal tem planos de criar filhos – pela adoçâo ou pela ajuda...”.

O autor, José Almodova, é professor/mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp. É jornalista e colaborador do JC. E-mail: almodova@ig.com.br.