No ano de 1996 nascia uma estrela. Como toda estrela que nasce, ela ainda não possuia muito brilho, mas no seu primeiro ano de nascimento ela já conseguiu chegar à elite das estrelas, foi uma longa jornada. No ano de 1997 ficou na nona colocação das estrelas do Estado. Em 1998 já alcançou a quinta colocação no Estado e conseguiu uma chance entre as estrelas do Brasil. Mais um ano chegara e logo se viu que o espaço que essa estrela usava ficava pequeno, precisava de um lugar maior para poder seu brilho florescer. E foi aí que depois de 10 anos parada a “panela de pressão” tornava-se o palco principal dessa estrela. A estrela não decepcionou, de casa nova e no seu primeiro ano brigando com as estrelas brasileiras ficou em quarto lugar. Até que em 27 de janeiro de 2000 essa estrela conseguiu alcançar o pódio entre as estrelas paulistas e foi a campeã daquele ano. Mas engana-se quem achou que aquele brilho era o suficiente para ela. É claro que houve derrotas, a vida não foi somente de vitórias. Houve vice-campeonatos também mas nunca a estrela deixou de lutar. E foi em 2002 que alcançou o seu brilho máximo. Uma vez classificada, começou a jornada para a final. Primeiro veio o time de Minas Gerais. Passada essa fase, veio o time de Ribeirão Preto enfim chegava à final do Campeonato com o time de Araraquara. Foram três jogos de angústias, mas no dia 14/06/2002 enfim a estrela se tornava Campeã Brasileira. Seu brilho chegara ao grau máximo. Uma estrela que poucas pessoas acreditavam havia virado moda na cidade de Bauru. Hoje, porém, estamos tristes.Essa estrela não brilhará (por enquanto) no céu de Bauru. O patrocínio que a deixava viva no céu acabou e mesmo com a luta das pessoas que fizeram ela nascer, não foi possível deixá-la viver.
A cidade está triste, as noites de sexta-feira, os finais de tarde de domingo e até outros dias da semana não serão mais os mesmos para nós que amavamos ir até a “Panela de Pressão” assistir aos espetáculos. Porém, continuamos confiantes que essa estrela voltará a brilhar pois jamais uma estrela morre. Ela ficará apenas por um tempo apagada do cenário mas nunca da nossa memória.
Josiane Mara Cafeo