09 de julho de 2026
Geral

Usuário insatisfeito deve formalizar reclamação

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE), Felinto dos Santos Neto, aconselha todos os usuários que se sentirem insatisfeitos com o atendimento a formalizarem queixa. O procedimento deve ser feito na própria unidade, que abrirá investigação interna para apurar o fato.

Santos Neto disse que grande parte dos usuários maltratados por servidores ou vítimas de práticas que julgam inadequadas registra o problema. O expediente exige o preenchimento de um formulário próprio, que pede resumo dos fatos, nome dos acusados e dos reclamantes.

A identificação do servidor, bem como sua função, é imprescindível. “Recebemos bastante queixas, mas muitas delas apontam as características físicas do funcionário e isso torna a investigação interna praticamente impossível. Quando temos todos os dados, apuramos a procedência da denúncia e informamos o resultado ao reclamante. O usuário descontente deve procurar o chefe do plantão ou o setor de assistência social”, orientou.

O servidor público estadual Ademar Aleixo Camilo resolveu escrever ao JC (Tribuna do Leitor) para expressar sua indignação com o atendimento que recebeu quinta-feira passada no PS Central.

O paciente que ele acompanhava esperou quatro horas para receber um medicamento, mas o pior teria sido a falta de educação dispensada por funcionários aos usuários impacientes com a demora.

No feriado de aniversário da cidade, o JC recebeu outra queixa parecida. Uma profissional liberal que havia levado a sogra até o PS também reclamou do descaso por parte de alguns servidores, a começar pelo porteiro, que dificultou de todas as formas o acesso da acompanhante. A paciente, que havia sofrido uma esquemia, foi atendida prontamente pelo médico, mas aguardou seis horas até receber a medicação prescrita.

O Departamento de Urgência e Emergência esclareceu que os atrasos ocorridos nos primeiros dias de funcionamento do Pronto-Socorro Central deram-se em função da rotina e fluxo diferentes nas diversas áreas de trabalho, já que o local de armazenamento de insumos foi alterado. Em relação à postura dos servidores, no entanto, o DUE ratificou que não respalda qualquer atitude desrespeitosa ou indigna.

O secretário municipal de Saúde, Hanna Saab, informou que desde que assumiu a pasta não recebeu denúncia formal em relação a servidores, mas reiterou que o excesso de trabalho e o ambiente estressante dos PSs não podem escudar a falta de amabilidade para com os usuários.

“A população cobra muito do pessoal dos PSs e o funcionário também é humano, falta com educação. Mesmo assim, nada serve de pretexto para o mal atendimento e nossa postura será de exigir sempre o bom atendimento”, afirmou.

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