O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) atribui à defasagem de pessoal o comportamento nem sempre adequado dos funcionários lotados nos prontos-socorros. “A política dos últimos prefeitos é de demissão e isso se reflete do tratamento dispensado ao público. E o problema é geral, não é só da Saúde”, apontou Idelma Corral, diretora da entidade.
Segundo ela, a defasagem chega a 60% em todos os setores da administração, apesar dos mais de 5.500 servidores hoje na ativa. A relação de funcionários para o contingente habitacional, estimado em 320 mil pessoas, estaria abaixo do desejável quando comparada aos países do primeiro mundo. “Nivelamos sempre por cima”, argumenta Corral.
A sindicalista defende veemente a categoria, apontando que os vigias, por exemplo, não possuem condições mínimas de trabalho. “Alguns passam a noite no relento”, acusou.
Em relação aos servidores do PS, considerados privilegiados pelo ganho extra de 125%, Corral lembra que o salário é baixíssimo. “Uma auxiliar de enfermagem ganha R$ 403,00 e os 125% são gratificação, ou seja, não são incorporados ao ordenado e não incidem sobre os demais benefícios. Se os salários fossem melhores e, principalmente, se o número de servidores fosse ideal, certamente o atendimento ao público seria melhor em todas as repartições municipais”, disparou.
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