08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Pronto-socorro


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Há sete anos desenvolvemos um trabalho voluntário nas dependências do Hospital de Base e Pronto-Socorro Municipal através do Grupo Irmã Scheilla - os amarelinhos. Diariamente, somos testemunhas das ocorrências comuns nesses estabelecimentos e por esse motivo não podemos concordar totalmente com a matéria veiculada nesse jornal no dia de ontem.

Temos, como cidadão, a obrigação de tornar público uma certeza: os funcionários do Pronto-Socorro não podem responder, como bem lembrou o diretor daquela unidade, como os culpados pelo “caos” reinante. A solução, parece-me, deverá ser buscada em outras esferas mais elevadas que conduzem a saúde no município, na região e no Estado.

Entretanto, atrevo-me a deixar uma sugestão prática: antes da inauguração do Hospital Estadual, quando havia algum problema de vaga entre Pronto-Socorro e Hospital de Base, tudo era resolvido sem maiores transtornos: as pessoas envolvidas eram daqui mesmo e se entendiam...

Hoje, a situação é diferente pois são três entidades distintas que estão envolvidas: o Pronto-Socorro (como porta de entrada), o Hospital de Base (que recebe apenas alguns tipos de pacientes por determinação legal) e o Hospital Estadual (que recebe os pacientes que não podem ser internados no Base). Ora, se o Hospital Estadual, como afirmou seu diretor, está ainda em fase de adequação (se entendi bem), nada mais lógico que autorizar o atendimento daqueles pacientes que estão à espera de vagas nos corredores do Pronto-Socorro (há quinze dias eram cerca de 25 em estado grave), no próprio Hospital de Base (onde sempre foram atendidos), já que essa unidade é altamente especializada, sempre desempenhou muito bem o seu papel e não apresenta problemas no seu corpo clínico, muito pelo contrário, são também profissionais altamente qualificados e moradores deste município (fácil de encontrá-los nas horas de desespero dos familiares desses pacientes).

Por esses motivos, acho prematuro condenar o Pronto-Socorro pelos problemas que ele não gerou, não que essa unidade não os tenha.

Uriel de Almeida - RG 6.075.468