08 de julho de 2026
Geral

Estudantes da 1ª série terão programa de saúde ocular

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria de Estado da Saúde começou a implantar um programa de saúde ocular para os alunos da 1.ª série do ensino fundamental de escolas públicas de São Paulo. O Programa Saúde Ocular do Escolar tem o objetivo de detectar problemas oftalmológicos em alunos e encaminhá-los ao atendimento médico especializado.

No início, o programa pretende atingir municípíos de até 40 mil habitantes. Até o final de outubro, serão 137 cidades e cerca de 35 mil alunos atendidos pelo programa.

De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, os professores serão treinados para realizar o exame em seus alunos, e o equipamento para o teste será fornecido pelo Estado. Todas as crianças que apresentarem problemas de visão serão encaminhadas a um oftalmologista e, se necessário, receberão óculos.

Entre os municípios da região que participarão da primeira fase do programa, estão Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Boracéia, Borebi, Brotas, Cabrália Paulista, Cafelândia, Dois Córregos, Duartina, Getulina, Guaiçara, Iacanga, Igaraçu do Tietê, Itaju, Itapuí, Lucianópolis, Macatuba, Mineiros do Tietê, Paulistânia, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Pongaí, Presidente Alves, Promissão, Reginópolis, Sabino, Torrinha e Uru.

Em Bauru, um trabalho similar ao programa vem sendo realizado há mais de 15 anos pelas secretarias municipais de Saúde e de Educação. O Programa da Saúde do Escolar é realizado nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emei) e de Ensino Fundamental (Emef), visando que problemas oftalmológicos não afetem o aprendizado das crianças.

A enfermeira do Departamento de Unidades Ambulatoriais e presidente da Comissão de Ética em Estudos e Pesquisa da Secretaria de Saúde, Rosilene Reigota, explica que um professor por escola passa por um treinamento para atuar como promotor de saúde e aplicar os testes de acuidade visual nos alunos. Os testes são aplicados em crianças ainda em idade pré-escolar, ao redor de 5 anos. “Quanto mais cedo começamos, é melhor para identificar os problemas e evitar que a criança tenha dificuldades”, afirma Rosilene.

Em 2001, último ano com a pesquisa concluída pela secretaria, de 16.555 alunos matriculados nas Emeis e Emefs, 670 foram encaminhados para consultas. Este número corresponde a 4% do total de alunos. Dos 496 estudantes que compareceram às consultas, em 370 não foi diagnosticado nenhum problema oftalmológico. Foi detectada a necessidade de uso de óculos em 92 crianças, e outras 34 apresentaram outros problemas visuais, como conjuntivite, estrabismo e hordéolo, entre outros.

Na opinião de Rosilene, o pequeno número de alunos com suspeita de problemas oftalmológicos indica que muitos não compareceram à triagem. “Apesar dos esforços realizados pelas promotoras de saúde, o número de faltosos à consulta médica ainda é muito elevado”, diz.

Além dos testes nas escolas, os pais podem tentar verificar se os filhos apresentam algum problema de visão. Rosilene orienta que os adultos devem ficar atentos a reclamações de dores de cabeça, olhos vermelhos, dificuldade em assistir televisão e outros sintomas que possam indicar que as crianças tenham algum problema visual. “Na escola, a detecção acaba sendo mais fácil pois a criança precisa mais de sua acuidade visual. Se ela tem de se esforçar muito, no fim da aula vai estar com os olhos vermelhos, com dor de cabeça, e o professor pode identificar e indicar o problema para os pais”, esclarece.