09 de julho de 2026
Política

Data de congresso causa a primeira divergência

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Uma reunião do Conselho Municipal de Entidades (CME), realizada na última quarta-feira, definiu que o 7º Congresso da Umesb será realizado no dia 24 deste mês, quando a nova diretoria da entidade será eleita. A data do evento causou a primeira divergência entre as correntes estudantis secundaristas da cidade.

Para o presidente da ala da juventude do PSDB, Mauro Sérgio dos Santos, o congresso só poderia ser feito 30 dias após a reunião do CME. “É isso que diz o estatuto da Umesb”, afirma.

A diretoria da entidade contestou o pedido, alegando que o CME é soberano, inclusive, ao estatuto. Colocada em votação, a proposta de adiamento do congresso foi rejeitada por nove votos contrários e nenhum a favor. Houve seis abstenções.

Outro ponto polêmico foi com relação à escolha dos delegados que participarão do congresso. “O regimento dizia que o processo deverá ser realizado por diretores da Umesb e diretores do grêmio, mas a oposição entendeu que isso dava o direito dos diretores da Umesb estarem fazendo a escolha, mesmo com o texto afirmando que isso seria feito em uma assembléia geral”, declara o presidente da Umesb, Rafael Gomes.

Para evitar problemas de interpretação, Gomes diz que ficou acertado que a Umesb exercerá um papel fiscalizador, sem direito a voto e indicação nos processos de eleição de delegados. Ficou acertado ainda que serão eleitos um delegado e um suplente para cada grupo de cem estudantes. As assembléias serão agendadas a partir dessa semana.

O mandato da atual diretoria venceu no final de junho, mas houve atraso no processo sucessório. Gomes também é contestado por já ter iniciado o ensino superior e continuar representando os estudantes secundaristas.

O CME contou com a presença do presidente da União Paulista das Entidades Secundaristas, Euzébio Souza. A instituição representa 13 milhões de estudantes do Estado de São Paulo. Para ele, o movimento passa por uma grande mudança no País. “Ele é um segmento que consegue estar sintonizado com a realidade do Brasil e sempre cumpriu o seu papel em todas as transformações que já ocorreram”, diz.

Para ele, não há como desvincular a política do movimento estudantil. “Eu acredito que as pessoas da nossa sociedade têm que defender uma parte da opinião e os partidos são isso. A minha vontade é que todas as pessoas tivessem uma legenda predileta”, opina.