07 de julho de 2026
Regional

Processo exige várias mudanças

Renê Gardim - Especial para o JC
| Tempo de leitura: 1 min

Mecanizar a colheita da cana não significa apenas comprar colheitadeiras e dispensar a mão-de-obra. A logística exige mudanças desde o plantio até a moagem da cana. Um processo que pode demorar alguns anos, pois além do investimento, também exige preparação das áreas de plantio, formação de profissionais e desenvolvimento de estratégias para reduzir as perdas provocadas pela colheita mecanizada.

O empresário Narciso Zanin explica que a primeira preocupação é com a lavoura. “A usina tem que sistematizar a lavoura, o que não se consegue fazer em um curto espaço de tempo”, explica.

“É nas reformas dos canaviais que serão implementadas as condições que permitirão que a máquina trabalhe. Isso leva muito tempo, pois a reforma do canavial, que demora de seis a sete anos, tem um tempo longo para pôr tudo em dia para poder colher”.

Mesmo assim, Zanin garante que a utilização das colheitadeiras em 100% da área mecanizável deve acontecer antes do prazo previsto por lei.

“Independente da lei, o setor deverá, em tempo menor que isso, colher tudo com máquina, dentro das exigências ambientais”.

Preço

Outro fator que pesa na decisão dos usineiros é o preço das colheitadeiras que custam hoje em torno de R$ 700 mil. “Tem também o custo operacional dela, o transporte”, explica Zanin. “É muito grande o investimento. E depois que você entra nesse investimento tem que ir aumentando devagar o número de unidades.”

O maior problema é amortizar esse investimento, tornando a colheita mecanizada mais barata que a manual. “Se você considerar o investimento inicial, com máquina, adequação da lavoura, recepção de cana, nos primeiros cinco anos, fica muito mais caro que a manual” garante Zanin. A vida útil de uma máquina é de dez anos. (RG)