• Em paz
Quem apostou num embate entre o presidente do Legislativo, Renato Purini (PMDB), e o vereador Toninho Garmes (PSDB), por conta da regulamentação do uso dos carros da Casa, perdeu. Os dois usaram a tribuna na sessão de ontem com discursos lights sobre o assunto. “Não sou o dono da verdade”, abrandou o tucano. “Respeito a longa experiência do vereador Garmes”, retribuiu Purini.
• Susto
Alguns vereadores ficaram assustados ao ver o pedetista Salvador Afonso usar a tribuna ontem. Afonso pouco usa a tribuna, mas decidiu criticar decisão da Emdurb de retirar uma linha de ônibus do Jardim Godoy, seu reduto eleitoral. “O Salvador Afonso não precisa de ônibus, mas o meu povo precisa”, discursou. Bateu e depois amaciou, ao elogiar conquistas do governo.
• Inversão
O presidente da executiva municipal do PMDB, Alex Gasparini, diz que foi o ex-prefeito Tuga (PSB) quem procurou a legenda para conversar sobre uma possível filiação. Segundo Alex, o assunto agora será discutido internamente pelos peemedebistas.
• Porta-voz
Já Garmes desmentiu os boatos de que o governador Geraldo Alckmin estaria pressionando o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) a disputar a Prefeitura de Bauru nas eleições municipais do ano que vem. Garmes leu um comunicado de Tobias durante discurso na sessão de ontem. E garante: “O Pedro vai cumprir seu mandato de deputado até o fim”. Mas Tobias acaba deixando o caso suspenso ao não negá-lo pessoalmente.
• Fragilidade
A bancada de sustentação de Nilson Costa (PTB) na Câmara continua frágil. O vereador Paulo Agustinho (PTB) - que apóia a administração - disse que está insatisfeito com o tratamento do Palácio das Cerejeiras. Reclamou da tribuna, na sessão de ontem, que secretários e outros ocupantes de cargos comissionados não atendem seus telefonemas. Avisou que pode rever seu posicionamento.
• Constrangimento
O vereador Clemente Rezende (PSB) enfrentou novamente constrangimentos na sessão de ontem. Um grupo de moradores do Ferradura Mirim apareceu na galeria com cartazes, cujas frases falavam em doação de cesta básica pelo parlamentar durante a campanha eleitoral. “Isso é pau mandado”, falou da tribuna, irritando os moradores, que saíram do local xingando o socialista. Há informações de que dirigentes da Associação de Moradores do Ferradura participaram da campanha de Nilson e ainda hoje apóiam seu governo.
• Divergência cordial
Os membros da Processante do Feijão demonstraram, na reunião de ontem, sutil e elegantemente que existe divergência interna. A relatora Majô Jandreice demonstrou surpresa com a notificação via Diário Oficial da microempresa “Aparecida de Fátima Alves da Cruz”. Ela comentou que o assunto não havia sido deliberado.
• Prerrogativa
Valle rebateu a reclamação, também em voz branda, alegando que o presidente dispõe da prerrogativa de realizar atos, diligências e deliberações como a notificação. Ele justificou que a Câmara não tinha tido sucesso em três tentativas de notificar a empresa pessoalmente.