08 de julho de 2026
Regional

Cadeia de Pederneiras é desativada

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Pederneiras - A Cadeia Pública de Pederneiras (26 quilômetros a Leste de Bauru) será desativada hoje pela manhã, depois de cerca de quatro décadas de funcionamento. Com a inauguração do Centro de Dentenção Provisória (CDP) de Bauru esta é a quinta cadeia da região a ser desativada.

Segundo o delegado titular de Pederneiras, Márcio José Alves, os 17 presos condenados que ainda permaneciam no prédio serão transferidos, hoje pela manhã, para as penitenciárias de Marília, Getulina e Avaré. Há algumas semanas, o local não vinha recebendo presos provisórios, os quais estavam sendo encaminhados para Avaí.

Segundo Alves, o prédio de Pederneiras é bastante antigo e apresenta problemas em relação à infra-estrutura, como deficiência na parte hidráulica e elétrica.

Com um total de cinco celas, a cadeia tinha capacidade para 25 presos. Nos últimos tempos, enfrentando problemas de superlotação, o prédio chegou a abrigar 52 detentos.

Alves afirma que a desativação representa um alívio para a população, já que a cadeia está localizada no centro da cidade. “Toda vez que acontecia um problema de fuga a vizinhança ficava em desespero. Em fugas anteriores, já teve ocasiões de presos serem recapturados nos quintais de algumas casas”, conta.

Além das tentativas e fugas, a cadeia de Pederneiras tem em seu histórico um registro de resgate de presos, ocorrido em 2001. Na ocasião, segundo o delegado, homens armados renderam o carcereiro e um funcionário. “Eles foram colocados numa cela e trancados”, relata. Neste ano, o prédio chegou a registrar duas tentativas de fuga.

Além da segurança da população, Alves comemora a liberação dos funcionários da cadeia, que serão reaproveitados nas funções administrativas e de investigação da Polícia Civil local. “Com isso, nós vamos tentar agilizar o atendimento à população”, afirma.

Segundo o delegado, o prédio deve ser reformado e está sendo estudada a possibilidade de abrigar futuramente a sede da Ciretran.

Em julho, a juíza substituta da 2.ª Vara Cívil de Pederneiras, Fernanda Martins Perpétuo Vasquez, já havia decretado a interdição da cadeia local. O pedido foi feito pelo Ministério Público, que constatou que o imóvel não tinha condições para continuar abrigando os presos. Desde então, segundo Alves, o prédio não estava recebendo detentos.

Desativações

Segundo o delegado Seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, essa foi a quinta cadeia desativada na região. A primeira foi a de Piratininga, em agosto de 2002, seguida por Lençóis Paulista, Bauru e Reginópolis.

A próxima, segundo Ciocca, será de Duartina, entretanto ainda não há uma data prevista.

Ciocca afirma que, com o CDP em funcionamento, todas as cadeias da região da Seccional serão desativadas. O delegado explica que, num primeiro momento, estão sendo priorizadas aquelas que se encontram em piores condições de funcionamento. “Nós traçamos um cronograma levando em consideração vários aspectos como a situação física do prédio”, conta.

O delegado espera que até o final deste ano o processo de desativação esteja concluído. Ainda estão em funcionamento os prédios de Duartina, Pirajuí, Agudos e Avaí, além da Cadeia Feminina de Cabrália Paulista.

Atualmente, a única cadeia da região que está recebendo presos provisórios é a de Avaí. Das cadeias masculinas, está será a única, segundo o Seccional, que continuará em funcionamento. A cadeia feminina de Cabrália Paulista também não será desativada.