08 de julho de 2026
Turismo

As luzes de Recife

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

A ampliação do aeroporto dos Guararapes que ganhou moderna estrutura metálica e “fingers” para os vôos internacionais, já é prova da grandiosidade de Recife, a maior e mais movimentada Capital do Nordeste.

Ao contrário de Guarulhos, Confins e até mesmo Maceió, o aeroporto fica numa área nobre, em Boa Viagem, a apenas 10 minutos da orla. A proximidade com os hotéis descarta a necessidade de “check-in” com horas de antecedência, regra comum quando se teme o tempo de percurso.

E com mais um detalhe: a corrida não sai por mais de R$ 15,00, economia para ser revertida para a infinidade de passeios que a cidade oferece.

Eles vão dos culturais aos náuticos, incluindo um passeio de catamarã noturno pelo rio Capibaribe que a corta de ponta a ponta. A viagem no barco pilotado pela comandante Sueli é cercada de encantos. Durante uma hora e meia tem-se contato com a grandiosidade da cidade fundada pelo conde e depois príncipe Maurício de Nassau, suas dezenas de pontes e prédios históricos totalmente iluminados.

De um lado a rua Aurora; de outro a do Bom Jesus; mais para frente a Praça da República e lá em cima Olinda, deslumbrante.

Como à noite venta muito em Recife - em setembro começa a temporada de brisas mais fortes - recomenda-se o uso de um casaquinho. Depois do passeio, a dica é parar no porto, tomar uma cervejinha trincando acompanhada de uma porção de agulhinha frita (um peixe típico do lugar) e ouvir MPB tocada e cantada pela dona do “Catamaran”, dona Solange.

Para quem quer curtir mais a noite que começa cedo em Recife - às 17h30 já está quase escuro - é só se deslocar até a rua do Bom Jesus ou dos Judeus, como também é conhecida. É lá que estão enfileirados os sobrados de três, quatro e até cinco pavimentos, coloridos, herança de uma época em que os barões do açúcar desfilavam em seus melhores trajes pelos calçadões da “Veneza brasileira”.

Há bares e restaurantes para todos os gostos e bolsos, com cadeiras e mesinhas nas calçadas convidando ao desfrute. Durante o dia, os carros podem transitar livremente pela ruela de paralelepípedos de onde se avista à direita a Torre Malakoff, construída para a observação dos astros, mas à noite ela é entregue aos pedestres.

Até o ano passado, as mesas eram colocadas sobre as pedras, mas como surgiram reclamações, agora se limitam às calçadas, deixando os passantes com espaço suficiente para as paqueras ou mera observação.

A rua dos Judeus é freqüentada por pessoas na faixa acima dos 30 anos. Mais alguns passos adiante há uma praça onde a moçada é quem dá as cartas. O ambiente eclético do centro histórico do Recife Antigo faz toda a diferença. Quem tem filhos adolescentes pode curtir o maridão numa mesa de bar ouvindo som de primeira e deixar a rapaziada desestressar na balada do rock. Acabados os shows, hora de todos se encontrar e voltar para a casa, no caso, o hotel.

Excelente viagem

Os principais hotéis de Recife, como o Atlante e o Mar Hotel do Grupo Pontes, ficam em Boa Viagem, que tem quase 10 quilômetros de extensão e vai de Piedade a Pina. Logo que os raios do sol começam a brilhar, já se vêem pessoas curtindo sua areia morena e banhando-se nas piscinas naturais formadas pelos arrecifes.

Como algumas espécies de tubarões curtem as águas verdes do mar de Pernambuco, todo o trecho contém orientações para os banhistas não abusarem, saindo da parte segura. É proibida a prática de surf em toda a costa, mas mesmo assim atrevidos meninos do mar, que não têm medo de nada, arriscam-se a ponto de ser confundidos com tartarugas.

Além da parte segura do mar para mergulhos e banhos, Boa Viagem tem um amplo calçadão cheio de equipamentos para a prática de esportes e um coqueiral que garante sombra e água fresca. Há quiosques no lado direito da praia e lanchonetes e restaurantes na esquerda - sentido de Piedade a Pina - com inúmeras opções gastronômicas.