07 de julho de 2026
Turismo

Bode e carne-de-sol

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Recife é o terceiro pólo gastronômico do Brasil, só superado pelo Rio de Janeiro e São Paulo.

A mesa pernambucana é simples e farta. A base de sua excelente cozinha são os peixes, frutos do mar, carne-seca (charque), carne de sol (qualquer corte de carne, ligeiramente salgado e seco ao sol), bode, abóbora (chamada de jerimum), aipim (conhecido como macaxeira ou mandioca), feijão-verde, fava, queijo coalho (uma variação do queijo-de-minas), manteiga de garrafa, tudo temperado com muito tomate, cebola e coentro.

Esses ingredientes compõem uma culinária vigorosa e de sabor acentuado, como pode ser comprovado, entre outros pontos, no Parraxaxá, uma casa típica nordestina onde pratica-se o melhor da gastronomia regional.

Outros pontos legais ficam por conta de O Bode, o Rei do Cangaço e Chica Pitanga na praia de Boa Viagem. Os restaurantes são decorados com objetos sertanejos e apresentam, entre outros pratos, o escondidinho (carne de charque desfiada coberta por uma camada de purê de aipim), arrumadinho (mistura de feijão-verde com carne de charque, cebola, pimentão, tomate e coentro), galinha à cabidela, carne-de-sol acompanhada de feijão-verde, farofa de jerimum, cabrito assado e outras especialidades, incluindo, claro, a buchada de bode.

Pertinho da praia de Boa Viagem fica o maior shopping da cidade - o Recife - que tem praça de alimentação e todas as grandes redes de loja existentes nas metrópoles. Como o empreendimento a cada temporada cresce mais, o único inconveniente fica para o “rush” verificado nas ruelas que lhe dão acesso. Numa delas, homens e mulheres cortam o cabelo por R$ 2,99, fazem manicure e pedicure por R$ 4,99 e barba, com canivete, pagando somente R$ 1,99. É a indústria da beleza nua e crua e detalhes da vida como ela é.