08 de julho de 2026
Regional

Pesquisa apura índice de aleitamento

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Marília – O Banco de Leite Humano de Marília (100 quilômetros a Oeste de Bauru) realiza no próximo dia 23, durante a segunda fase da campanha nacional de vacinação contra a paralisia infantil, uma pesquisa para descobrir o percentual de mães que amamentam seus filhos.

A pesquisa faz parte do projeto Amamentação e Municípios, coordenado pelo Instituto de Saúde do governo estadual. O projeto, que teve início em 1998, já foi realizado em 209 municípios paulistas até 2002, segundo dados do instituto.

A partir do levantamento, o objetivo é discutir estratégias de implementação de programas locais de orientação e promoção do aleitamento materno.

Em Marília, segundo a enfermeira Sandra Domingues, responsável técnica pelo Banco de Leite Humano, o questionário deve ser aplicado nos 46 postos de vacinação da cidade, atingindo cerca de 3 mil mães que possuem filhos com menos de um ano. “As mães serão abordadas na fila da campanha”, conta.

A enfermeira afirma que a pesquisa é realizada no mesmo dia da campanha nacional de vacinação visando atingir o maior número possível de pessoas. “Esse é o momento que a mãe não falha: levar o bebê para tomar a vacina na campanha nacional”, afirma.

Segundo Domingues, o último levantamento realizado na cidade, há cerca de três anos, apontou que o número de mães que fazem da amamentação alimento exclusivo para os filhos está em torno de 28%. O objetivo, segundo ela, é chegar a 50%.

Na opinião da enfermeira, a falta de informação ainda é o principal problema em relação a interrupção precoce da amamentação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças devem ser alimentadas exclusivamente com o leite materno até os seis meses. “A partir do sexto mês começa a introdução de outros alimentos e até os dois anos ou mais a mãe pode amamentar”, explica Domingues.

No Brasil, segundo dados do Instituto da Saúde, apesar dos estudos apontarem uma tendência de aumento da prática da amamentação as ações e campanhas de estímulo sobre a importância do leite materno ainda precisam ser intensificadas para atingir as metas da OMS. A amamentação diminui os riscos de infecção e mortes infantis. Além de representar a mais importante fonte de alimentação para o recém-nascido, Domingues ressalta que o ato do aleitamento também é importante pelo aspecto emocional. “Uma mãe que amamenta transmite muito carinho e paz para o filho. Existe uma ligação muito forte entre a mãe e o bebê nesse ato”, afirma.

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Banco de Leite

Atualmente, segundo a enfermeira Sandra Domingues, o Banco de Leite Humano do município conta com 44 doadoras. Esse número, segundo ela, ainda é baixo, apesar de representar um grande avanço quando comparado com os últimos anos.

O aumento gradativo da capacidade do órgão está refletido nos índices de atendimento. Em 1998, quando a enfermeira assumiu o Banco de Leite, foram realizados 4.648 atendimentos, coletados 490 litros de leite materno e distribuídos 468 litros. Já em 2002, foram 11.827 atendimentos, 1.286 litros coletados e 1.102 litros de leite materno distribuídos.

Segundo Domingues, a unidade, que completou em julho 19 anos, desenvolve constantemente programas de conscientização. Uma das propostas para o próximo ano é realizar campanhas nas escolas.

Atualmente, o Banco de Leite de Marília mantém uma parceria com o Corpo de Bombeiros, que orienta e coleta leite, duas vezes por semana, das mães que moram nas zonas norte e oeste da cidade.

A unidade mantém ainda parceria com as cidades de Garça e Ubirajara, através de postos de coleta e equipes capacitadas. “Essas equipes hoje promovem e incentivam o aleitamento nesses municípios e também captam doadores para o Banco de Leite de Marília”, afirma.