08 de julho de 2026
Mulher

Etiqueta se põe à mesa

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

Não é só a colocação adequada dos pratos, copos e talheres sobre uma mesa que deve ser levada em conta para uma refeição elegante, seja numa festa de gala ou num encontro de amigos próximos. Alguns detalhes de comportamento e serviço muito simples de seguir fazem a diferença.

Durante a palestra “Com Etiqueta se Põe à Mesa”, em benefício da Casa da Criança (Paiva), a administradora de empresas com especialização em Administração Hoteleira na Suíça, Alceisa Cunha Vianna definiu uma festa como um evento que tem data marcada e é realizada em comemoração a alguma coisa. Um casamento que tem maiores proporções e formalidades é considerado uma recepção.

Mas independente de glamour ou intimidade, a arrumação correta da mesa é determinante e pode ser usada no dia-a-dia, é claro, com um número menor de utensílios.

Antes de colocar tudo em pratos bem limpos, Alceisa alerta para os arranjos de mesa que podem estragar qualquer festa.

“Um arranjo nunca pode ser da altura da cabeça. Senão, ninguém conversa, ou precisa ficar fazendo ginástica para ver a pessoa em sua frente. Nada mais deselegante, mesmo com um efeito deslumbrante no salão”, adverte.

Para resolver a questão com classe Alceisa recomenda arranjos e enfeites bem baixinhos ou com uma base bem alta, que deixe livre a visão dos convidados.

Faca de dois gumes

A montagem da mesa sempre gera dúvidas, mas Alceisa revela que por maior que seja a quantidade de copos e talheres à disposição, nada é tão complicado.

Os pratos são o centro e os talheres devem ser distribuídos ao seu redor: facas à direita, alinhadas pela base e garfos à esquerda, arrumados de forma que a base de um alinhe com a ponta do outro. Devem ser colocados no máximo três pares. A colher quando usada na refeição deve ficar à direita do prato. Os talheres de sobremesa ficam acima do prato.

“Mas se a pergunta é qual utilizar primeiro, a resposta é simples; sempre de fora para dentro. Perto do prato fica sempre o talher usado no último prato, o que indica para o convidado que a refeição acabou.”

A assessora de eventos revela que a convenção de usar talheres com as mãos trocadas é táticas para desacelar as pessoas, que na época medieval comiam rápido e com as próprias mãos. Mas hoje, desde que se coma sem pressa, não há obrigatoriedade de usar o garfo na mão esquerda.

Já as taças devem ser alinhadas na diagonal do prato, partindo da ponta da faca, na seguinte ordem: água, vinho tinto e vinho branco. A flute para champanhe deve ficar entre as taças de água e vinho tinto.

Os guardanapos devem ser postos à direita depois da última faca ou em cima do prato de sobremesa.

Se o cardápio pedir um prato de pão, ele deve ser posto à esquerda acima dos garfos.

Em alguns casos, uma lavanda é trazida para se limpar os dedos. Ela deve ser colocada sobre o prato de pão e retirada após o uso.

Sem gafes

A pontualidade é uma coisa imprescindível, na opinião de Alceisa. Ela aconselha que este item deve ser seguido à risca. “Se eu convido para um jantar, às 20h, significa que pretendo servi-lo uma hora depois. Então, é inadmissível que um convidado chegue atrasado e sem avisar uma hora e meia depois. É falta de respeito também com os demais convidados que foram pontuais.”

A tolerância é de 15 minutos e é uma gafe quem chegou por último ficar justificando com o tempo que perdeu no cabeleireiro ou estacionando o carro.

Em agradecimento ou pedido de desculpas, também não se deve levar flores ou presentes ao jantar. Envie horas antes, para que o vaso já faça parte do ambiente ou no dia seguinte.