08 de julho de 2026
Geral

Emoção marca o enterro de Macéa

Hérica Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Uma enorme carreata acompanhou o velório que saiu do Bauru Atlético Clube (BAC), na manhã de ontem, até o Cemitério do Ypê para o enterro de José Pedro Macéa, 54 anos, vítima de um acidente automobilístico na rodovia SP 225, em Brotas, quando retornava de uma viagem ao Rio de Janeiro na madrugada de sábado. Macéa era presidente do BAC e sócio proprietário da empresa Jopema.

A emoção tomou conta dos familiares e amigos, que sentiram profundamente a morte prematura de Macéa.

Muito emocionados, o irmão, José Rafael, o secretário de esportes, José Roberto Franco (o Sapé), e os amigos e companheiros Duda Trevisani e Liberato Palma falaram à reportagem do JC sobre a carreira, vida e projetos do dirigente esportista.

Para o irmão mais velho da família Macéa, José Rafael, a morte de Pedro representa uma grande perda para a família e para Bauru. “Ele representava tudo. Somos sete irmãos e sempre fomos muito unidos. Quem conheceu o Pedro de perto sabia que era uma pessoa polêmica, centralizadora e muito trabalhadora. Ele fazia muita caridade. Foi uma grande perda para a família, para Bauru e para a Jopema. Ele morreu muito jovem, estava em plena atividade da qual muitas pessoas dependiam”, disse.

José Rafael destacou a preocupação que Pedro Macéa tinha com o lado social da cidade. “Ficamos sabendo agora que ele construiu uma casa para uma senhora. Ela veio nos contar agora, depois que ele faleceu. Pedro era uma pessoa fora da média, caridoso, dedicado à família, preocupado com os amigos e com aqueles que não eram da família. Morreu um grande homem.”

Sapé também comentou a importância de Pedro Macéa para a cidade. “A dor é grande e a ausência dele já é muito sentida. Como esportista, o tempo vai dizer a falta que ele vai fazer, não só para o vôlei, do qual ele era dirigente, mas para todo o esporte de Bauru”, disse.

Sobre a continuação dos projetos de Macéa, Sapé disse que vai fazer o possível para que tudo saia como ele queria. “Não sou pretencioso para continuar sozinho, mas acho que todos os amigos que conseguiram captar a mensagem deixada por Macéa têm a obrigação de continaur todos os projetos dele e amparar a família, que era o seu maior patrimônio”, comentou.

Duda Trevisani, diretor do Grupo Preve, também lamentou a morte do amigo e falou dos projetos deixados por ele.

“Espero que as pessoas ligadas a ele encontrem a coragem necessária para dar a volta por cima e continuar a obra dele. Ele era um idealista, ao seu estilo, sincero, puro e simples. O Pedro deixa um exemplo de honradez e progresso para a cidade. Bauru perde muito, perde um filho que trazia progresso”, disse.

Emocionado, o supervisor de voleibol do BAC, Liberato Palma, resumiu em duas palavras a morte de Macéa. “Acabou tudo”, lamentou. Ele salientou que o BAC vai continuar os projetos de Macéa. “Foi um pedido que ele fez para mim e eu vou tentar, pelo menos no voleibol.”

O filho de Pedro, Dênis Macéa, 24 anos, que fraturou uma das costelas no acidente, e o amigo Élder Luís Pereira, 29 anos, estão fora de perigo.