09 de julho de 2026
Geral

Universidade da 3ª Idade faz dez anos

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A Universidade Aberta à Terceira Idade (Uati), mantida pela Universidade do Sagrado Coração (USC), está completando dez anos de atividades. Hoje, a data será comemorada em evento que será realizado no Teatro Universitário Veritas, com direito a homenagens e uma apresentação de gala da Orquestra Veritas – comandada por Fernando Paschoal -, a partir das 20h.

Criada com o objetivo de integrar idosos, adultos e jovens – possibilitando a convivência permanente de gerações e visando a humanização crescente das relações interpessoais -, a Universidade Aberta à Terceira Idade já abrigou mais de 700 pessoas em seus cursos, desde a sua instalação, em 1993.

A Uati foi projetada no modelo da Universidade Aberta à Terceira Idade de Lyon (França), em atividade desde 1972. Segundo a coordenadora da Uati, Gislaine Aude Fantini, outro objetivo da instituição é o desenvolvimento de estudos e pesquisas que contribuam para um conhecimento mais profundo do envelhecimento, buscando as soluções dos problemas que lhe são afetos.

Ela destaca a atitude pioneira da reitora da USC, irmã Jacinta Turolo Garcia, na implantação da Uati. “Na época, fomos os pioneiros e lançamos sementes em várias cidades da nossa região”, conta.

Voltada exclusivamente às pessoas com mais de 50 anos de idade, a universidade não exige alunos com graduação. As duas exigências básicas são saber ler e escrever. Além do enriquecimento cultural proporcionado na integração com os jovens universitários, a instituição possibilita a seus freqüentadores um envelhecimento ativo e mais saudável. Eles podem cursar disciplinas de línguas, oficinas especializadas de matemática, criatividade, artes, poesia e informática.

Para irmã Jacinta, a Universidade Aberta à Terceira Idade proporciona às pessoas a oportunidade de uma formação contínua, através da possibilidade de freqüentar as diversas atividades oferecidas pela universidade. “A USC, como constituição cristã e comunitária, tem o dever de voltar-se para os idosos, de forma sistemática, contribuindo para que tenham uma vida plena, numa expressão concreta de sua crença na pessoa humana em todas as fases de sua existência”, diz a reitora.

"Estou mais jovem"

Nesses últimos dez anos de atividades, das mais de 700 pessoas que freqüentaram a Universidade Aberta à Terceira Idade há um grupo permanente de alunos, que já se incorporou aos seus ideais. Maria Aparecida Rocha Vasconcelos, 64 anos, a dona Quinha, conta que antes de aderir à universidade seu principal passatempo era assistir televisão.

“Depois que entrei na universidade, a minha vida se abriu. Fiz novas amizades e adquiri cultura. É uma troca de energia constante”, comenta. Para ela, o fato mais marcante dos dez anos foi a sua formatura. “Foi um momento divino.”

Sua colega de universidade, Maria Helena Pinho de Assis, 61 anos, também compõe o grupo da Uati desde 1993. “A Universidade Aberta à Terceira Idade representa a vida para mim. Durante uma temporada, me vi sozinha. Mas a partir do momento que passei a freqüentar a universidade, descobri, em mim, a existência de uma outra pessoa”, diz. Hoje, Maria Helena é uma das líderes do grupo. “Perdi a timidez ao me descobrir como pessoa.”