08 de julho de 2026
Geral

Umidade do ar reduz a 19% em Bauru

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A umidade relativa do ar em Bauru caiu para 19% ontem à tarde, por volta das 16h20, segundo os registros do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Este nível de umidade aumenta a sensação de clima seco e pode provocar problemas de saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que índices abaixo de 20% de umidade no ar são considerados críticos. Ontem à tarde, quando a umidade chegou a seu nível mais baixo, os termômetros do IPMet marcavam pouco mais de 30 graus Celsius.

O meteorologista do IPMet Cássio Kléber Correa da Silva afirma que a situação de tempo seco nesta época do ano não chega a ser atípica na região. “São ciclos que acontecem, e que provocam este tipo de fenômeno”, diz.

Nos últimos dias, os níveis de umidade mínima no ar têm variado bastante, entre 60% e 23%, registrado anteontem. Segundo o IPMet, a média para o inverno é de 55%, mas nessa semana o nível da umidade teve máxima de 33%, o que causa a sensação de ar seco.

Silva aponta que as causas da baixa umidade são a falta de chuva, as altas temperaturas e o sistema sem nebulosidade que está instalado na região de Bauru e em grande parte do interior do País. O último dia em que foi registrado chuva pelo IPMet foi na sexta-feira da semana passada, mas apenas 0,4 milímetros, o que representa uma garoa.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito, o baixo nível de umidade no ar já foi registrado em Bauru em anos anteriores. “Com as queimadas, o desmatamento, esta é uma situação que vai se tornar comum, esse clima seco que estamos sentindo. Se convivêssemos sempre com um tempo assim, não sentiríamos, nosso organismo se adaptaria à pouca umidade. Mas nesta região temos épocas do ano com muita chuva e muita umidade, e épocas secas como esta”, explica.

A baixa umidade do ar também provoca alguns problemas respiratórios. A otorrinolaringologista Sílvia Regina Megale alerta que o ar seco pode causar irritações e inflamações nas vias aéreas, na garganta e nos pulmões. “Nossos pulmões têm de receber ar úmido, limpo e quente, e as responsáveis por isso são as mucosas do nariz. Com o ar seco, as mucosas também ficam ressecadas e o ar que chega não é ideal”, diz.

Sobre os vaporizadores ou umidificadores de ambiente, Sílvia indica que eles sejam usados apenas em cômodos com boa ventilação e iluminação. “Num quarto fechado, a umidade pode causar o aumento de fungos no ambiente”, avisa a médica.

As pessoas também devem evitar realizar exercícios ou esforço físico nos horários mais quentes do dia, que apresentam menor umidade. Na Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), por exemplo, a assessoria de comunicação informa que os funcionários foram orientados a beberem muito líquido durante o dia. No entanto, profissionais como os lixeiros e varredores de rua não podem deixar de realizar suas tarefas, para não afetar a população.

A Defesa Civil de Bauru tem levado caminhões-pipa para os bairros sem asfalto, para molhar a terra e tentar diminuir a quantidade de poeira no ar. “Sabemos que essa atitude não aumenta a umidade, mas pelo menos deixa o ar mais limpo”, relata Brito. Os moradores podem procurar a Defesa Civil ou as regionais administrativas de seus bairros e solicitar que um caminhão-pipa passe por suas ruas.

Na opinião de Brito, a situação poderia ser minimizada em algumas regiões da cidade que possuem praças com fontes. Ele conta que a grande quantidade de lagos artificiais, como o lago Paranoá, fontes e espelhos d’água existentes em Brasília foram construídos exatamente para tentar minimizar a baixa umidade do ar daquela região. Brito explica que eles foram projetados pelos construtores, que sabiam do tempo seco característico do Planalto Central. “Em Bauru, temos diversas fontes que poderiam estar cheias. Pelo menos no entorno destas praças, a sensação seria mais agradável”, afirma.

• Serviço

O telefone da Defesa Civil de Bauru é (14) 9651-0304.