09 de julho de 2026
Regional

Estiagem e queima de canaviais aumentam o consumo de água

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

A queda do nível dos reservatórios de água vem sendo motivo de preocupação no município de Jaú. Além do problema da estiagem, a intensa atividade de queima dos canaviais estaria provocando um consumo elevado da população, já que a fuligem decorrente dessa prática atinge e polui as residências.

Segundo dados do Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja), as três represas da cidade estariam funcionando em média com 50% de sua capacidade.

Na opinião de Antônio Carlos Piesigilli, assessor de comunicação do Saemja, a situação ainda não é alarmante, entretanto a população está sendo alertada sobre a necessidade de diminuir o consumo. “Se não houver uma conscientização da população, nós vamos ter problemas de abastecimento”, afirma.

Estiagem

Até ontem, o índice pluviométrico registrado no mês de agosto em Jaú era de 14,1 milímetros. No mesmo período do ano passado o volume era de 52.6 milímetros. Nos últimos três meses foram registrados apenas 35 milímetros de chuva na cidade.

Segundo dados da Estação Hidrometeorológica da Faculdade de Tecnologia de Jaú (Fatec), a umidade relativa do ar no município era de 25% na última quinta-feira. Na segunda-feira, o índice chegou a 21%. Os dados de ontem não haviam sido atualizados até o fechamento desta edição.

Índices abaixo de 20% oferecem risco à saúde. O percentual ideal da umidade relativa do ar fica entre 65%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

A escassez de chuvas são as principais causas dos baixos índices de umidade do ar.