Mais duas pessoas morreram entre domingo e ontem, elevando para nove o número de homicídios registrados em Bauru neste mês e 33 no ano. No primeiro crime, o serigrafista Edmilson de Souza Andrade, 25 anos, foi baleado nas costas, no sábado à noite, na Vila Monlevade. Ele chegou a ser internado, mas morreu anteontem. No segundo crime, Lúcio Oshima, 35 anos, foi morto a tiros na madrugada de ontem, na Vila Quaggio.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), Andrade recebeu um tiro nas costas. Ele foi encaminhado para o Pronto-Socorro Municipal e depois submetido a cirurgia no Hospital de Base, mas não resistiu e morreu anteontem.
O crime aconteceu na quadra 31 da avenida Rodrigues Alves. Um vigilante noturno, que passava pela quadra na hora dos fatos, ouviu uma discussão e em seguida, um tiro.
O vigilante notou ainda que três pessoas fugiram em um Opala azul, mas antes jogaram um objeto em cima do telhado de uma casa localizada na mesma quadra. Segundo o B.O., sobre as telhas da residência, policiais militares encontraram uma faca de cozinha escondida dentro de uma meia.
Ao lado do corpo de Andrade, a PM identificou uma blusa com manchas de sangue. A moradora da casa declarou à polícia que por volta das 5h45 também ouviu uma discussão e em seguida, um disparo.
No segundo crime, que ocorreu na madrugada de ontem, Oshima foi encontrado caído na calçada da rua Padre Anchieta, quadra 3. A vítima tinha saído de casa com a motocicleta placas DEG 2246, de Bauru, que desapareceu. Oshima usava capacete de cor branca e um colete à prova de balas e portava um revólver calibre 38 e cinco cartuchos do mesmo calibre intactos.
Segundo o B.O., na calçada oposta ao local do crime, a polícia encontrou duas cápsulas de calibre 380 deflagradas. Mais adiante, no cruzamento das ruas Padre Anchieta e Marconi, os policiais identificaram outras sete cápsulas de calibre 380 também deflagradas e uma ponta de chumbo para munição de calibre 38.
Após a ocorrência, os policiais foram informados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (PM), que por meio de denúncia anônima, o provável autor dos disparos estava escondido em uma casa localizada na rua Marconi, quadra 6. Na residência, estavam seis pessoas, entre elas quatro mulheres e dois homens.
Durante busca realizada dentro da residência, a PM localizou um revólver calibre 38, sem marca e número aparentes e municiado com dois cartuchos deflagrados. A arma estava escondida entre o madeiramento e o telhado da sala.
Na área de serviço, os policiais identificaram um capacete de cor preta, que foi reconhecido pela esposa da vítima como sendo o mesmo utilizado por Oshima para conduzir passageiros.
Os moradores não souberam informar a quem pertenciam os objetos apreendidos. A polícia não conseguiu identificar o autor dos disparos e encaminhou as seis pessoas ao plantão policial para realizar um exame residuográfico, que aponta, através dos materiais específicos, sinais de pólvora. Após o exame, todos foram liberados.
Os dois assassinados estão sendo investigadas pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Até o final da tarde de ontem, a polícia ainda não tinha pistas dos autores dos disparos.
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Colete à prova de balas
No momento do homicídio, Lúcio Oshima usava um colete à prova de balas. De acordo com o delegado J.J. Cardia, da DIG/Garra, somente policiais e pessoas credenciadas pela Polícia estão autorizadas a usar o equipamento de proteção.
Cardia conta que as primeiras informações revelam que Oshima foi atingido nas costas. Segundo o delegado, o colete não era de boa qualidade. Ele suspeita que a vítima usava o objeto para se proteger de possíveis assassinatos. “Ele já tem várias passagens pela polícia, uma inclusive é por tentativa de homicídio”, diz.
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