O prefeito Nilson Costa (PTB) protocolou ontem no Fórum mais uma interpelação contra seu vice, Dudu Ranieri (PFL). Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a interpelação se refere ao conteúdo das reuniões periódicas do vice com seu partido, o PFL, que resultam em comunicados e panfletos que seriam “ofensivos e caluniosos à administração”, na avaliação de Nilson Costa.
Segundo a nota, as manifestações de Ranieri e de seu partido deverão passar agora por um crivo da Justiça. A interpelação protocolada ontem tem por obejtivo obter informações das acusações do Partido da Frente Liberal em reunião realizada no dia 26 de julho passado.
Do ato, resultou a redação do documento “Manifesto do Diretório e Filiados do PFL”. Com base nesse documento, “pleno de falsas acusações e frases destinadas a denegrir a imagem e o conceito dos integrantes do governo municipal”, a Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Bauru pede que Dudu Ranieri e os outros integrantes do diretório dêem as explicações sobre todas as denúncias e os fatos elencados no manifesto.
Na ação que começa a tramitar na Justiça, a Procuradoria quer saber o significado de frases como “prefeitar e não governar; brincar de ser prefeito; barganhas com vereadores”, dentre outras.
Segundo a ação proposta pela procuradoria, há evidências de que o presidente do diretório do PFL cometeu os crimes de injúria e calúnia, mediante a emissão de conceitos negativos e imputação de condutas falsas tipificadas como crime.
Irônico
O vice-prefeito Dudu Ranieri recebeu com ironia a notícia de que Nilson Costa decidiu interpelá-lo mais uma vez. “Ele (Nilson) já processou a mim e ao meu filho duas vezes. Perdeu as duas, tanto no cível quanto no criminal”, lembra.
Para o pefelista, a democracia permite as interpelações no Judiciário. “É um direito dele nos interpelar. Vamos nos defender. Quero avisar que no sábado vamos ter mais uma reunião e, provavelmente, mais um manifesto. Se quiser, também pode interpelar”, diz.
O vice-prefeito afirma que não dá mais para “tapar o sol com a peneira”. “Ele está por muito pouco e terá que, futuramente, responder a muitos processos”, finaliza.