Uma ossada de uma pessoa adulta, possivelmente um homem, foi encontrada semi-enterrada no Jardim Flórida, perto da margem do córrego Barreirinho, em Bauru, ontem pela manhã. Até o final da tarde de ontem, a Polícia Civil ainda não havia identificado a pessoa e a causa da morte.
O delegado Antonio Carlos Piccino, titular do 2.º Distrito Policial, aguarda laudos do Instituto Médico Legal (IML) para tentar identificar a ossada. “Por enquanto sabemos apenas que se trata de uma pessoa adulta, em função do tamanho da ossada. Pela roupa que usava - uma camiseta pólo xadrez, uma bermuda preta e cueca cinza - achamos que se trata de uma pessoa do sexo masculino”, diz.
A expectativa é que os laudos do IML também possam apontar a causa da morte, se foi natural ou provocada, e a data da ocorrência. Porém, pelas condições que o corpo foi encontrado, há suspeitas de que a pessoa foi vítima de homicídio: havia três marcas de corte na camiseta, na altura do peito, o que pode ser um indicativo de ferimento à faca. Além disso, o corpo havia sido enrolado em um tapete bordô, de cerca de 1,5 metro por 2 metros.
A ossada foi encontrada por populares que passavam pela trilha existente no local, que é de difícil acesso. Observando alguns ossos à flor da terra, eles acionaram a Polícia Militar, que constatou tratar-se de uma ossada. A suspeita é que o corpo foi enterrado e erosões tiraram parte da terra, deixando ossos à vista.
Como o corpo já havia se decomposto, acredita-se se que a pessoa morreu há vários meses. Piccino explica que aguarda os laudos do IML para tentar identificar a ossada comparando os resultados com os registros de pessoas desaparecidas. “Temos várias pessoas desaparecidas em Bauru e região. Já emitimos uma mensagem à Delegacia de Pessoas Desaparecidas, de São Paulo”, diz.
Uma delas é o administrador de empresas Nélson Olyntho Machado, que desapareceu em agosto do ano passado. Na ocasião, a polícia prendeu três acusados de matar Machado e disse que chegaram a confessar que ele havia sido enterrado próximo a Duartina. Mas até ontem o corpo não foi achado.
Porém, a descrição das roupas usadas por Machado no dia de seu desaparecimento não coincide com as encontradas na ossada.
Há também a suspeita que a ossada possa ser de um rapaz que morava no Jardim Flórida e estaria desaparecido. Tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar receberam informações de que um rapaz, envolvido com crimes, havia sido morto no bairro. O capitão Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante da 3.ª Cia da PM, diz que o rapaz não foi visto mais pelos policiais, mas nenhum parente ou amigo registrou o desaparecimento.