A Justiça decretou a prisão temporária, por 30 dias, de Matilde Pizinelli Ribeiro, 32 anos, esposa do policial militar Edvaldo Rozante Ribeiro, 34 anos, encontrado morto na casa do casal, localizada no Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), na última quinta-feira. Um adolescente de 17 anos, que confessou ter sido o autor dos disparos que mataram o policial, afirmou que foi contratado por Matilde e receberia R$ 10 mil pelo serviço.
A esposa do soldado, que foi baleada no ombro, continua internada no Hospital de Base sob escolta policial. Quando os policiais chegaram à casa do casal e encontraram Rozante morto com dois tiros em um dos quartos, Matilde também estava ferida, em outro cômodo. Antes de ser levada ao hospital, ela disse que uma pessoa encapuzada invadiu a residência e atirou em seu marido e nela.
O delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), explica que, como a prisão temporária foi decretada, Matilde será recolhida ao Presídio Feminino de Cabrália Paulista quando obtiver alta médica. “Ela responde inquérito por co-autoria no homicídio qualificado”, diz Cardia. A pena para co-autor é a mesma da prevista para o autor de homicídio, que é de 20 a 30 anos de reclusão.
Até ontem, a polícia ainda não havia tomado o depoimento da esposa do policial. “Ela ainda não apresentava condições de saúde para depor”, explica o delegado. O adolescente, que está apreendido, também responde por ato infracional por homicídio qualificado.
Como ele disse que receberia os R$ 10 mil de Matilde dentro de quatro meses, a suspeita é que ela pretendia usar o dinheiro do seguro do policial para pagar o adolescente. De acordo com a Polícia Militar, Rozante tinha um seguro particular em nome da mulher, no valor de cerca de R$ 50 mil.