08 de julho de 2026
Política

'Clima de banalidade'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O prefeito Nilson Costa (PTB) recebeu com entusiasmo a notícia do pedido de arquivamento feito pela CP do Feijão da denúncia de irregularidades na compra de gêneros alimentícios. “A população não agüenta mais esse clima de banalidade que se instalou em Bauru”, avalia.

Ele está confiante de que os vereadores vão usar o “bom senso” na sessão legislativa de segunda-feira e acatar o pedido de arquivamento da denúncia, pondo fim à Comissão Processante e, conseqüentemente, ao risco de perda de seu mandato. Nilson enfrenta outra CP, a da carne, que ainda está em tramitação na Câmara.

“Eu espero, sinceramente, que os vereadores não pretendam uma vingança contra o prefeito, contra a questão jurídica apontada pela relatora. Afinal, só restaria mesmo um desejo de processar o prefeito”, diz.

Enfatizando o mesmo discurso que propaga desde que enfrenta as denúncias de irregularidades, Nilson defende que a cidade precisa de “paz, trabalho e prosperidade.”

Na avaliação dele, o relatório da vereadora Majô Jandreice expressa bom senso à questão jurídica. “É constitucional que para processar o presidente da República, governadores e prefeitos é preciso se respeitar o quórum de dois terços. No nosso caso, eram necessários no mínimo 14 votos para se instalar a Processante, o que não ocorreu”, comenta.

O prefeito também entende que o processo de aquisição dos gêneros alimentícios para a merenda escolar não resultou em prejuízos para os cofres municipais. “Os produtos elencados foram entregues e consumidos pela merenda.”

Sobre a sugestão do relatório de se instalar uma comissão de sindicância na prefeitura para apurar a demora na entrega dos produtos, o prefeito afirma que sua administração está aberta à investigação. “Nunca nos negamos a instaurar sindicâncias.”