08 de julho de 2026
Turismo

Às margens do Tietê

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Muitas cidades margeadas pela rodovia Castelo Branco - elas também podem ser atingidas pela “estrada velha de São Paulo”, a rodovia Marechal Rondon, que naquele trecho não é duplicada - fazem parte da rota “Caminhos dos Bandeirantes”. São cidades que nasceram praticamente às margens do rio Tietê, cujas águas foram essenciais no passado para grandes conquistas.

Depois da fase das bandeiras, do café e do vinho, as cidades passam por um outro momento especial, desta vez por conta do turismo, seja ele voltado aos negócios, aos fatos históricos ou aos esportes radicais.

Porto Feliz, cidade próxima a São Roque, tem muita história para contar aos turistas que quiserem conhecê-la. Contribuiu de maneira significativa no processo de construção do território nacional.

A história da cidade surge justamente com o movimento das Monções, importante fase do bandeirismo paulista.

As expedições fluviais de descobertas de novas terras, comércio e povoamento, organizadas pelos bandeirantes, eram denominadas de monções (termo de origem árabe que significa vento favorável à navegação).

O período mais importante das monções ocorreu por volta do século 18, após as descobertas das minas de ouro em Cuiabá.

Do Porto de Araritaguaba, antigo nome de Porto Feliz, partiam as monções que navegando pelo rio Tietê e outros grandes rios em busca de riquezas, expandiram as fronteiras brasileiras delimitadas pelo Tratado de Tordesilhas.

A contribuição de Porto Feliz ao desbravamento do sertão brasileiro é lembrada anualmente no mês de outubro, com várias festas que fazem parte da Semana das Monções. Uma data especial para quem quer conhecer essa cidade nascida às margens do Tietê.

Casarões e alambiques

Todas as cidades da rota “Caminhos dos Bandeirantes” reservam ao visitante um mergulho no passado, através de seus imponentes casarões, antigos engenhos de açúcar e igrejas centenárias. Um roteiro que envolve sabores, lendas, fé, história e beleza.

A fé está presente em todas elas, incluindo, claro, Tietê, cujo nome homenageia o rio que lhe deu vida. Município desde 1867, Tietê tem como principal atração turística a Festa do Divino, criada no passado para ajudar enfermos atacados pela febre amarela e que hoje é uma de suas atrações turísticas.