A Volkswagen apresentou na terça-feira, passada, na Alemanha, o novo Golf, modelo mais vendido da marca no mundo que chega à quinta geração. O presidente da montadora, Bernd Pischetsrieder, disse que a previsão é vender 600 mil unidades em 2004.
A nova versão não será produzida no Brasil. A filial do grupo no País estuda uma reestilização para o modelo feito em São José dos Pinhais (PR) que, assim, poderá ganhar uma sobrevida mais longa.
O novo carro, no entanto, pode chegar ao País nos próximos anos via importação. Em 2005, a Volks do Brasil inicia as exportações do Fox - nome escolhido para o projeto Tupi - para a Europa e, em contrapartida, poderá trazer o Golf da Alemanha. O modelo, responde por um terço das vendas e por metade do lucro da marca alemã.
Por enquanto, a montadora informa que o novo Golf será produzido apenas na Alemanha, mas há estudos para uma linha de montagem no México. A Volks já vendeu mais de 22 milhões de unidades desde o lançamento da primeira versão, em 1974.
No Brasil, o Golf começou a ser fabricado em 1999. Neste ano, a produção até julho soma 37,6 mil unidades. Quase metade do volume foi exportado para os Estados Unidos que, por enquanto, também continuará recebendo essa versão.
O carro será vendido na Alemanha a partir de 18 de outubro porUS$ 16,4 mil. O novo Golf é a grande esperança da companhia para se recuperar do fraco desempenho registrado este ano. A Volks estima registrar lucros menores em 2003 em virtude do impacto do lançamento de modelos, especialmente o Golf.
Outra grande esperança da Volks é o “ex-Tupi”, modelo compacto que a Volks do Brasil lança em outubro com o nome de Fox, o mesmo usado pela marca para o Voyage exportado para os EUA entre 1987 e 1993.
A Volks escolheu esse nome após pesquisas com consumidores que o apontaram como “palavra bonita, de fácil assimilação e memorização”.
Com o Fox, o presidente da montadora, Paul Fleming, acredita que a marca vai recuperar a liderança do mercado, perdida para a Fiat. Mais recentemente, a empresa também foi ultrapassada pela General Motors, que assumiu a segunda posição nas vendas internas do País.