07 de julho de 2026
Auto Mercado

Tiro na mosca

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Um tiro certeiro no alvo. Essa é a conclusão que se chega à decisão da Fiat de substituir o motor 1.6, de 106 cv, pelo Powertrain 1.8, de 103 cv e origem GM, na picape Strada Adventure. E é fácil entender os motivos disso.

A Strada, diferentemente de modelos da família Palio, foi projetada para ser conduzida em baixas rotações mesmo nos mais diferentes usos, tanto como veículo de carga quanto para transporte pessoal. Ocorre que a combinação peso/aerodinâmica sempre fizeram da Adventure a menos adequada ao perfil do antigo motor, que exigia rotações mais altas para entregar bom desempenho.

Ao engatar a primeira na picape Strada Adventure 1.8 logo se nota a presença marcante do motor. O propulsor mostra que o modelo tem “vontade” e disposição de sobra para encarar desafios off-roads, mas nada radical.

A boa dirigibilidade proporcionada pela direção hidráulica suave e pelos engates precisos do câmbio aliada ao motor 1.8 fizeram o carro alcançar com facilidade os 120 km/h. Forçando um pouco mais, foi possível chegar sem sustos aos 170 km/h, marca próxima da velocidade máxima da picape - 176 km/h.

As retomadas também foram convincentes, transmitindo segurança para o motorista na hora das ultrapassagens. E mesmo em velocidades altas, a Adventure apresentou uma estabilidade satisfatória. Outro aspecto positivo fica por conta do baixo nível de ruído até mesmo em altas rotações.

A caracterização da versão é voltada ao fora-de-estrada, com barra de impulsão frontal (“quebra-mato”), quatro faróis auxiliares (com todos ligados, mais os fachos alto e baixo, a noite se torna dia) e estribos, além dos pneus de uso misto.

Fazem parte ainda do conjunto da Adventure a grafia amarela dos instrumentos (a iluminação é branca) e os logotipos nas laterais com uma bússola estilizada. O interior é o bem conhecido da família Palio, com painel funcional, bom espaço para objetos e posição de dirigir agradável.