Enquanto uns sentem-se incomodados, outros gostam de dividir a mesma casa com muitos parentes. É o caso de Flávia Hatsue Kimura.
Ela saiu da casa dos pais, na Vila Alto Paraíso, com 19 anos. Passou 12 anos no Japão. Em janeiro deste ano ela voltou para a casa dos pais, em Bauru, com o marido e um filho.
Além dos pais, do marido e do filho, moram na casa dos pais mais três sobrinhos de Flávia. Ela não estranha o ambiente. Pelo contrário. “Acho até bom. É sempre bom voltar para casa.”
Flávia reconhece, entretanto, que a intimidade do casal e dos pais fica comprometida. “É uma coisa que a gente tem que tentar dividir bem”, observa.
Flávia não se incomoda com a situação, mas o marido sente-se um pouco deslocado. “Ele não se sente em casa. Se fosse o contrário (eu indo para a casa dos pais dele), eu me sentiria uma estranha no ninho”, confessa.
A idéia do casal é em breve mudar para uma casa próxima à dos pais de Flávia. “Com certeza a gente pretende trabalhar e seguir nosso caminho, assim que tivermos estabilidade financeira”, afirma.
Por enquanto, o lema é manter a união em casa. “Seria muito ruim se saíssemos brigando e discutindo. Mas a gente tenta respeitar a privacidade e as preferências do outro para não haver conflito dentro de casa”, avalia Flávia.