Estava remexendo em meus arquivos, não os da Internet, esta nova tecnologia, mas sim aqueles que ficam junto com diários e anotações, fotos da adolescência, e achei uma pasta preta nomeada “Meu canto de encontros e desencontros”. Nela, estão já digitadas parte de minhas lembranças de adolescência, desde 1990. Junto encontrei recortada a coluna ‘Minha história’, em que foi publicado meu relato datado de novembro de 1997 e abril de 1998, com este título que menciono acima, agora com a parte III.
Hoje, não mais com 20 anos e sim com 27, retomo as minhas palavras quando penso que é fazendo o meu melhor, acreditando em minhas potencialidades e sempre, acima de tudo, sendo fiel aos meus sentimentos, respeitando que vou amadurecendo, tendo a bagagem das experiências como exemplo para continuar seguindo em frente!
O nome “Acertando os ponteiros para amar” ficou interessante. Hoje, trabalho na área em que me formo e sempre idealizei, psicologia, que é um amor eterno que descubro mais a cada instante.
O tempo vai passando e os ponteiros vão se acertando, se ajustando. Antigamente, a paixão era a chama da vida, que oscilava e não dava sinais.
Hoje, um pouco mais madura, mas eterna aprendiz, sente o quanto o amor é calmo, diferente do que é oscilante, tem, é claro, a paixão (isso tem que existir sempre e em tudo), mas é diferente por existir mais auto-aceitação, auto-respeito e saber o quanto é gostoso aprender com o outro e conosco mesmo.
Atualmente, planejo meu casamento para ano que vem com uma pessoa maravilhosa, e juntos vamos construindo, principalmente cada um de nós, e descobrindo que não há “a outra metade” quando se é pleno, uno, ou seja, inteiro e que, portanto, o outro vem para somar.
E aqui continuo fazendo dos novos começos, das emoções uma escolha, para fora do dramático, sentindo de que nada se perde, sempre aprendemos se estamos abertos ao desconhecido!
Pollyanna - fictício, 27 anos Bauru