Desde o início do ano, quando a Associação Hospitalar e alguns médicos deixaram de atender pela Tec-Seg, se falava que acontecia em função do não repasse do dinheiro do servidor (4% de tudo que ele recebe) à Tec-Seg, que por sua vez não pagava a Associação Hospitalar, médicos, laboratórios, pois não tinha recebido da Prefeitura Municipal de Bauru. Pois bem, será que as empreiteiras de asfalto estão na mesma situação? As empresas de ônibus receberam, segundo o próprio JC noticiou. Será que para a atual administração a vida de quase 20 mil pessoas (servidores e dependentes) vale menos do que ricos empreiteiros e proprietários de ônibus? Só para ilustrar, existe um caso que estou acompanhando da esposa de um servidor do DAE que, com princípio de pneumonia, foi internada pela Tec-Seg. Como ao retornar para casa não estava se sentindo bem, procurou novamente a Tec-Seg e após dias de espera foi “encaixada” no atendimento de um clínico geral, que fez com que se gastasse um alto valor em remédios, e mandou a doente para casa.
Como suas pernas começaram a inchar, ela voltou à Tec-Seg e, novamente, dias após, foi “encaixada” no atendimento de um médico cardiovascular, que solicitou a imediata internação pois tinha suspeita de trombose, que virou uma embolia pulmonar, em função da pneumonia, e ela poderia vir a falecer, deixando uma filha de 5 anos! Não tinha vaga no hospital credenciado e somente após a intervenção do Serviço Social do DAE é que ela foi internada na ala da Maternidade do hospital, onde deveria ficar em torno de 10 dias internada. Realmente, asfalto, empresas de ônibus e pagamento “à vista” de carne, feijão, milho é mais importante do que a vida de uma mãe, cujo marido trabalha há mais de vinte anos no DAE!
Eng.º Coaracy Antonio Domingues - RG 5 012 322-1