Além das pressões para os funcionários nas organizações trabalharem em equipe, por exigências da gestão moderna, caminha-se para um sensível aumento de interdependência entre as pessoas.
Sintoma disso: são lançados no Brasil por volta de 40 mil livros por ano. São muitas novidades de uma vez só.
Para se ter uma base do que significa isto: uma pequeníssima minoria brasileira, tida como classe intelectual, consegue ler entre 12 a 30 livros anualmente.
Se considerar a internet e a enorme quantidade de revistas, conclui-se que cada vez mais saberemos menos sobre menos.
Considerando que a informação é moeda nos dias atuais, conclui-se que precisaremos mais uns dos outros para construir o todo.
De maneira geral, dá-se a impressão que a era do “The best” (o melhor), o máximo do individualismo, tão propagada pelos americanos, está com os dias contados, para contento dos próprios americanos que sempre sofreram demais com isso, por haver poucas vagas nos topos.
É a nova era dos times de microespecialistas.
Tem muitas pessoas que não perceberam o que está acontecendo e estão lutando como nunca contra essa tendência, abdicando da família, da religião e do social em prol dos estudos para se tornar o nº 1, o auto-suficiente, caminhando para o desequilíbrio e solidão.
Triste ilusão.
Falar de interdependência é quase o mesmo que falar de cooperativa forçada pela necessidade, que lembra o primeiro degrau da escada da cooperação, que tem tudo a ver com humildade.
Imaginando um cenário otimista, no futuro possivelmente poderemos sair da teoria e chamar o próximo de irmão na pratica, sem mentir. Quem sabe?
• Sugestão de melhoria Dedique um tempo do seu dia a você mesmo. Evite o estresse. Acalme-se e imagine um mundo melhor no futuro.
Davison de Lucas - Diretor da M. Davison & Associados www.mdavison.com.br