08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Sete de setembro. Temos o que comemorar?


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Não, senhor presidente Luiz Inácio da Silva e caríssimas leitoras e caros leitores. Tudo o que produzimos, fruto do nosso trabalho, é carreado para o bolso de maus brasileiros e dos credores internacionais, nada ficando para tentarmos conquistar nossa hegemonia; pois a irresponsabilidade de nossos mandatários-mor conduziu-nos à estagnação, que nos tira o ânimo de empreendermos luta com glória; mas, temos de ser valentes no combate a esse marasmo que se instala, e se não formos fortes tombaremos.

Pelos meus estudos, por estimativa, SMJ, o Brasil paga pelo aluguel de mais de um trilhão de reais, emprestados dos credores internacionais, nada menos que dezessete bilhões de reais ao mês. Dinheiro esse que nunca mais volta ao Brasil, a causa do sufoco do erário nacional e pode levar a nossa pátria à falência e arrastar o seu povo à miséria.

Eu jamais escreveria tal sufoco ao povo, mas é preciso confiar-lhe um voto de confiança, inclusive ao governo, para que ele se comporte como um bom pastor na proteção do rebanho.

Notem bem. Venho tentando com sua excelência uma audiência, porém, nos termos do meu pedido; e, se assim não for, mesmo que venha a ser concedida, a dispensarei. Após minha insistência, procedeu ele da mesma maneira de seus antecessores: “Lamento não poder atendê-lo por falta de tempo”. O que é isso, sr. presidente Luiz Inácio da Silva?! Como que o senhor dá uma resposta dessas a quem não mede sacrifício em colaborar com o governo na solução dos problemas pátrios?

São propostas que o Tesouro Nacional não terá nenhum dispêndio nas suas realizações: pagamento da dívida externa, para que essa fortuna que se gasta com o aluguel desse empréstimo fique circulando dentro do Brasil; a reconstrução das ferrovias brasileiras, inclusive a de ligação do oceano Atlântico com o oceano Pacífico através do porto de Arica ao norte do Chile e do porto de Santos, no Brasil, em São Paulo; aperfeiçoamento do direito de greve, para que o trabalhador se conscientize na produção para ele próprio e da grandeza do Brasil; reforma agrária, justa e sadia, porque essa que anda por aí leva nada a nenhum lugar e só exaure os cofres da União.

E tem mais. Para o desenvolvimento dessas propostas já me coloquei à disposição do governo para realizar todo o expediente correlato aos ministérios. Somente com a efetivação dessas propostas é que os futuros sete de setembros terão algo alvissareiro a comemorar!!! Obrigado.

Diorindo Lopes - oficial de Administração, técnico de Contabilidade aposentado da RFFSA