Muitos funcionários e pesquisadores do Jardim Botânico e do Zoológico decidiram enfrentar o incêndio quando tomaram conta das proporções que ele tomava. Foi o caso de Gérson Rodrigues, que foi retratado pela reportagem do JC enquanto lutava com todas as forças contra o fogo.
“Estávamos todos os tratadores, veterinários, todo mundo tentando apagar o fogo que vinha do outro lado da represa (na divisa do zôo com o Jardim Botânico). Os macacos que ficam nas ilhas já estavam assustados, e nosso medo era de o incêndio chegar nas aves gigantes, como o avestruz. Nós tentamos contornar a situação para evitar um acidente maior”, relata Rodrigues, que é carioca e biólogo do zôo há cinco anos.
Ele conta que, além dos animais do zôo, a preocupação também era grande com os animais da reserva. “Se você visse a quantidade de animais fugindo do fogo. É uma área de preservação muito importante. É muito triste o que aconteceu”, lamenta.
No entanto, ele não considera a ação dos funcionários, que lutaram contra o incêncio, um ato de heroismo. “É o dever de todos os cidadãos. Em um caso como esse, as pessoas devem não só comunicar, mas também tentar ajudar. Temos de evitar que o meio ambiente, que é um patrimônio de todos nós, seja destruído. Não podemos permitir que a destruição aconteça”, conclui.