“Meus problemas com a dermatite começaram quando eu ainda era uma criança...
Lembro-me muito bem da minha mãe me dando bronca depois do banho porque eu não tinha lavado a cabeça direito. Ela me colocava de volta, debaixo do chuveiro, e esfregava meu couro cabeludo vigorosamente com as unhas compridas... era uma dor horrível. E quando eu dizia estar doendo, ela justificava que era preciso limpar a cabeça direito.
Os anos foram passando... a cabeça coçava terrivelmente. Quando entrei na puberdade, além da caspa e da coceira, apareciam “espinhas” no couro cabeludo. Era horrível.
Naquela época, fazia um tratamento com pneumologista para bronquite asmática. Mostrei minha cabeça ao médico e ele sugeriu que eu procurasse um dermatologista, porque tinha alergia no couro cabeludo...
Marquei a consulta e saí de lá com várias recomendações e uma receita.
Uma das recomendações, aliás, era de que eu lavasse os cabelos só em água morna ou fria. Na época, informei ao médico que eu já fazia isso há anos... eu lavava a cabeça no tanque, mesmo no inverno, porque eu sentia que a coceira aumentava quando lavava com água quente e a água fria também dava mais brilho aos fios...
Usei o xampu indicado - que custava muito caro, algo equivalente a R$ 60,00 em dinheiro de hoje por um frasquinho de 150 ml.
Nos primeiros dias, a coceira diminuiu bastante, mas a caspa continuou lá. Mesmo assim, usei o xampu por vários anos, sem que obtivesse um resultado satisfatório.
Por volta dos 20 anos, procurei outro dermatologista, que desta fez falou em dermatite seborréica. Indicou outro xampu (também caro), um medicamento manipulado... Usei como o recomendado, mais uma vez obtive certa melhora, mas a coceira e a caspa continuavam lá.
Neste meio tempo, experimentei tudo o que me indicavam, até sabão de cinzas... Nada funcionou. Na prática, o que identifiquei é que o problema aumenta quando como certos alimentos, principalmente os condimentados (pimenta é um veneno), chocolate, amendoim, etc.”
Maria (nome fictício)