08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

PADRE HÉLIO PONTES


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Às vezes, Deus nos proporciona encontros inesperados para que compartilhemos nossas vidas com pessoas que nos foram muito especiais, como foi o caso do padre Hélio. Quis a providência que o padre Hélio, vindo lá das Minas Gerais, aportasse um dia, como pároco, aqui, em Bauru, em especial na paróquia de Santa Rita, onde o conheci. Fiz parte de um grupo de paroquianos cognominado por ele como o “Resto de Israel”, nome sugestivo que encerra uma mística de esperança - o povo fiel que guardou a fé em Deus vivo e, por essa fé, esperou o cumprimento da promessa.

Outro laço de amizade que me prendeu ao padre Hélio foi o fato de ele pertencer à Congregação dos Missionários do Sagrado Coração (MSC) da qual também fiz parte e de ter estudado, como eu, no Seminário de Pirassununga. O carisma de Júlio Chevalier, o fundador da Congregação, nos foi tocado profundamente.

A sua vida, nos tópicos principais, foi comentada no artigo “Saudade... e Alegria”, de autoria do professor José Benedicto Pinto, nessa mesma coluna, no dia 5, sexta-feira. Hoje, dia 7 de setembro, está fazendo 10 anos que o padre Hélio morreu. Sua morte veio roubar-nos o sacerdote-pastor, o religioso que levou sua consagração às últimas conseqüências, o amigo cativante, aquele que partilhava generosamente com todos os irmãos os inúmeros talentos que Deus lhe deu.

Um homem de tantas virtudes só poderia ter sido um homem de oração - e ele o foi. A Eucaristia era o centro de seu ministério. A imagem que nos ficou dele é a do homem autêntico na sua simplicidade, coração transparente, alegre, humilde, serviçal, um homem disponível para toda obra boa. Sua tenacidade e sua persistência eram notáveis: devagar e sempre, sem precipitação, ele ia arrostando todos os obstáculos.

Neste dia, padre Hélio, há motivos bastante fortes para cantarmos, para todo sempre, nossos agradecimentos pelo que o senhor, como pastor-amigo, fez por nós, oferecendo-nos sua atenção, seu carinho, seu sorriso, seu apoio, sua amizade. Num gesto concreto, hoje, às 17h, numa missa no Mosteiro, seus amigos de Bauru estarão reunidos para na saudade e na esperança da ressurreição lembrar o amigo que se foi, dizendo-lhe: “Padre Hélio, agora no céu, agora que você contempla o rosto de Deus, peça a Ele a graça de podermos imitar o exemplo que você nos deixou: servir ao Senhor sempre, não importa onde, na simplicidade e na alegria!” (Professor Gino Crês - RG 3.575.799)