• Sessão tensa
A Câmara de Bauru viveu uma tarde tensa ontem, após o vereador João Parreira (PSDB) ter protocolado um projeto de resolução pedindo afastamento do vereador Renato Purini (PMDB) da presidência. Purini reagiu com firmeza, em um discurso como nunca havia feito, o que lhe rendeu elogios de colegas pela postura decidida que adotou.
• Tese de defesa
O advogado de defesa do prefeito Nilson Costa (PTB), Paulo Lauris, levantou a tese de anulação da sessão que instalou a CP da Carne. Motivo: a presidente da sessão na ocasião, Majô Jandreice (PC do B), não foi chamada a votar. A nulidade vai ser analisada pela CP até sexta-feira, quando será conhecido o relatório final da comissão.
• Placar final
A defesa está correta em levantar falhas processuais, mas não há nenhuma garantia de que o rigorismo da forma prevaleça no julgamento. Até porque a CP da Carne foi aprovada por ampla maioria e o voto faltante não vai alterar em nada o placar final. De qualquer forma, realmente o voto de Majô não ocorreu na oportunidade.
• Primavera
A aparente calmaria pode até passar a impressão de que os ventos sopram naturalmente no ambiente político neste mês, mas não é nada disso que se vê nos bastidores. Nilson Costa, por exemplo, dispõe de no máximo 15 dias para convencer pelo menos oito vereadores de que merece ficar na prefeitura. Outros políticos buscam partidos para se filiar até o final do mês.
• Na reta final
Embora a decisão final da data caiba à vice-presidente da Câmara, Majô Jandreice (PC do B), os membros da CP da Carne - Paulo Madureira (PP), Milton Dota Jr. (PTB) e José Carlos Batata (PT) - defendem que a sessão de julgamento seja instalada no dia 18, quinta-feira da próxima semana. Isso se a CP não decidir pelo arquivamento da denúncia, com respectiva aprovação no plenário. O processo tem cerca de cinco mil folhas. Calcula-se que demandará dois dias de leitura.
• Desafio a Sapé
O vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) desafia o secretário de Esportes, José Roberto Franco, o Sapé, a provar que Bauru não vai ao Jogos Abertos do Interior por falta de verbas. Segundo o pefelista, a secretaria tem orçamento anual de R$ 1,3 milhão. Não custa lembrar a Paulo Eduardo que Sapé não gosta muito de ser contrariado.
• Investigação
O promotor de Cidadania e Patrimônio Público de Bauru, Fernando Masseli Helene, abriu procedimento preparatório para verificar o empréstimo de massa asfáltica da prefeitura com particular. Helene quer verificar se o episódio é ou não matéria passível de ação civil pública.
• Condenação
O promotor Helene foi autor da ação que culminou com a condenação, em primeira instância, do ex-vereador Roberto Bueno, na semana passada, em função de uma fita gravada pelo ex-presidente do DAE, João David Felício.
• Antecipado
O Judiciário entendeu que Bueno discutiu vantagem para votar projetos na Câmara. O juiz Arthur de Paula Gonçalves fez o julgamento antecipado da lide, ou seja, deu a sentença com base nos elementos levantados na ação da Promotoria. O ex-vereador vai recorrer da sentença.