Iniciado com o numeroso público entoando o Hino Nacional e encerrado com todos os escoteiros, braços entrelaçados, entoando a tradicional Canção da Despedida, o cerimonial organizado pela Câmara Municipal para outorga da comenda de “escoteiros do ano” a três destaques do escotismo bauruense propiciou que se lembrasse aqui a história desse movimento educativo juvenil, bastante velho e, por isso, desconhecido da maioria das sociedades, de sorte a instruir a nossa população sobre os objetivos e as atividades dessa organização.
Perguntam muitos o que é escotismo e se tem de responder que se trata da maior instituição não governamental do mundo, praticada em mais de 150 países, totalizando aproximadamente 20 milhões. Por suas fileiras já passaram mais de 250 milhões de crianças e adolescentes. É um movimento de jovens voltado para a educação não formal, o que significa que não pretende substituir a Escola, a Família, a Igreja ou as comunidades, colaborando, porém, para o desenvolvimento de seus membros em diversas áreas intelectual, espíritual, afetiva e social, visando à formação de caracteres e, igualmente, desenvolvendo o conhecimento do interior do jovem, estimulando sua necessidade de explorar, descobrir e querer saber. É composto por crianças e jovens na faixa etária de 7 a 21 anos, com a colaboração de adultos imbuídos por um compromisso livre e voluntário. Não tem discriminação de origens, raça, credo, classe social ou filosofia política. Ao mesmo tempo, incentiva o patriotísmo sem fanatismo, na prática da cidadania em harmonia com a promoção da paz mundial. Estimula, igualmente, o amor à nossa terra e ao nosso povo, assim como o respeito às outras nações e sua gente, pois é integrante da Grande Fraternidade Mundial Escoteira. Crê-se na instituição da família como raiz integradora da comunidade e centro de uma civilização baseada no amor, na verdade e na justiça. É composto pelo Princípio Escoteiro estribado na Lei da Promessa Escoteira, base moral que se ajusta aos progressivos graus de maturidade de cada indivíduo e no método escotista. Foi o escotismo fundado na Inglaterra pelo Lord e General inglês Robert Stephenson Smyt Baden-Powell, nascido em Londres a 22 de fevereiro de 1857 e falecido em Quênia em 8 de janeiro de 1941, quando lhe faltava pouco mais de um mês para completar 84 anos. No Brasil, o escotismo foi introduzido em 1910 por intermédio de oficiais e praças da nossa Marinha, que o conheceram em uma visita à Inglaterra e de lá trouxeram interesse de semeá-lo aqui. Em junho de 1910 surgiu no Rio o Centro de Boys Sconts do Brasil; em 1914, em São Paulo, a Associação Brasileira de Escoteiros e, em 1924, novamente no Rio, a União dos Escoteiros do Brasil, que começou o processo da unificação dos diversos grupos e núcleos escoteiros dispersos no país, trabalho que só foi consolidado por completo em 1950.
Em Bauru, existem atualmente os grupos “Tiradentes” e “Guia Lopes”, cujos membros, jovens e crianças, de ambos os sexos e várias idades, elegeram como escoteiros do ano Sérgio Luiz do Nascimento Serra, Roberto Marques Karg e Rafael Balderrama Morais (in memorian), aos quais entregaram agora a competente insígnia. E aí está a história do escotismo local, nacional e mundial, conforme dados colhidos através da mãe Internet.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.