Pesquisa diz que 75% dos brasileiros não conseguem interpretar aquilo que lêem. A classificação de Bauru no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), apontava que em 1991, no Estado de São Paulo, a cidade era a 18.ª melhor e, no Brasil, 36.ª, posição invejada pelos demais municípios. Passados 10 anos, veja o que aconteceu: Bauru passou para 48.ª no Estado de SP, e no Brasil para a posição 179.ª. Estamos em marcha a ré. Será que a cidade aumentou sua extensão territorial e deu bobeira nos administradores públicos e eles acreditam que estão indo pra frente quando estão indo pra trás? Os números não mentem. Num mundo competitivo não há mais espaço para administradores relapsos, desatentos a esses bancos de dados. Não se preocupando em estabelecer metas claras a serem atingidas, vamos a cada ano aumentando distância do bloco da frente, autoridades medrosas e fracas que sequer usam de ordens judiciais para reintegrar posse de áreas públicas em fundos de vale, locais esses inadequados para habitação e que sabidamente contribuem para rechear as estatísticas das polícias com homicídios e violência. Veja o caso dos remanescentes barracos do fundo de vale do córrego Barreirinho, cinco homicídios em dois anos. Conclusão: a pesquisa está correta. Aqui em Bauru, as autoridades não conseguem interpretar o que vêem e muito menos o que estão lendo.
José Raul Franco Canheti - RG 4.896.266