Criatividade e paciência são palavras importantes para vencer diariamente os pontos de congestionamento, principalmente em horários de pico.
O taxista Rubens Dionízio dá dicas sobre o trânsito e afirma que muitas vezes compensa fazer caminhos alternativos, ainda que o percurso aumente um pouquinho.
Segundo o taxista, é notável o crescimento do fluxo de veículos no Município. Em cinco anos, ele afirma que aumentou muito o tempo gasto para levar suas filhas à escola, por exemplo. “Dobrou o tempo para fazer o mesmo percurso.”
Os passageiros também percebem o aumento da lentidão e reclamam. “A gente tem que a cada momento estar criando - usar da criatividade para andar mais rápido, tentar escapar desses lugares e não causar problema para o cliente”, afirma Rubens.
JC nos Bairros - O que você acha do trânsito de Bauru? Rubens Dionízio - Cada vez tende a complicar mais. Acho que isso é normal. Em toda cidade em crescimento, a tendência é ficar cada vez mais cheia e mais complicada.
JC - Nos trajetos que está acostumado a fazer, você tem demorado mais para chegar de um lugar a outro? Rubens - Sim, sem a menor dúvida. Demora sim. Eu moro na Vila Independência. Eu sempre faço um trajeto até o colégio das minhas filhas, na Nações Unidas. De cinco anos para cá, a gente nota que aumentou muito a quantidade de sinaleiros para parar. Cada probleminha que a gente encontra no trânsito é um sinaleiro que eles colocam. Aí você dança. Ao invés de fluir, parece que estanca mais. É lógico que tem lugares em que realmente é necessário.
JC - Há cinco anos você demorava quanto tempo? Rubens - Há cinco anos, quando eu ia da Vila Independência ao colégio, era em torno de cinco a seis minutos, dependendo do horário e do movimento que pegava. Hoje não dá para fazer em menos de doze minutos. Dobrou o tempo para fazer o mesmo percurso.
JC - Qual é o caminho que você faz? Rubens - Eu moro na Felicíssimo Antônio Pereira, pego um trecho da Castelo (Branco), pego a Duque de Caxias, vou até a Antônio dos Reis, faço o contorno para chegar ao colégio.
JC - Quais são os locais em que o trânsito é mais lento em Bauru, na sua opinião? Rubens - Cada um tem suas preferências. Eu procuro dizer há muito que é esse miolo entre Rodrigues Alves e Ezequiel Ramos, no período entre cinco e meia até às sete horas da noite. Eu procuro sair fora desse eixo. É muito complicado. Muito trânsito, muito ônibus parando.
JC - De manhã também é complicado? Rubens - Eles abandonaram de novo o serviço perto da linha férrea, na avenida Comendador José da Silva Martha. De manhã, para quem vai entrar da Guatemala para a avenida, chega a demorar de dois a três minutos. É muito trânsito para pouca pista. Chega a formar filas enormes antes da rotatória, na esquina do posto. Principalmente porque ainda não foi duplicado aquele pedacinho. Se você pega um caminhão carregado ou uma perua velha, é obrigado a andar um quilômetro atrás dele porque não tem chance de apodar. De uns tempos para cá, eu tenho evitado passar por ali de manhã. Eu vou pela Duque. A gente anda um pouquinho mais, mas compensa.
JC - Seus passageiros reclamam da demora? Rubens - Reclamam. Principalmente quando a pessoa chama você para ir para a rodoviária. Aí você pega aquela celeuma de trânsito que não anda. Pega Araújo congestionada, tenta outra vertente, não consegue, pega a Nações, é duro para entrar. Fica complicado. A gente tem que a cada momento estar criando - usar da criatividade para andar mais rápido, tentar escapar desses lugares e não causar problema para o cliente.
JC - O que você acha de pegar a rodovia para se deslocar de um bairro a outro na cidade? Rubens - Se for no horário de pico, às vezes compensa andar um pouquinho mais. Você anda bem mais, mas chega muito mais rápido. Mas eu não aconselharia qualquer domingueiro a entrar em rodovia não. Não seria prudente.