08 de julho de 2026
Bairros

Região central é apontada como principal problema

Thaís da SIlveira
| Tempo de leitura: 3 min

O Centro é apontado por condutores de Bauru como a região que mais concentra pontos de congestionamento na cidade.

O taxista Carlos Augusto Terra afirma que evita ao máximo circular pelo Centro, principalmente no fim da tarde. “Esse pedaço da Rodrigues Alves, Ezequiel Ramos, Bandeirantes é muito difícil”, observa.

Ele tenta fazer caminhos alternativos que não aumentem o gasto do passageiro no taxímetro. “Indo para a rodoviária sempre tem horário para chegar. Eu tento entrar na Nações Unidas, onde trânsito flui mais rápido”, conta Carlos.

Na avenida Duque de Caxias a situação não é tão grave, na opinião do taxista. “Os sinais têm aberturas ao mesmo tempo então você consegue atravessar várias quadras com o sinal aberto. O movimento é grande, mas flui”, diz.

“Se eu não evitasse alguns horários e locais com certeza eu perderia muito mais tempo no trânsito. Quando eu saio do Jardim América para a rodoviária eu tento evitar a 13 de Maio, a Agenor Meira e a Araújo Leite”, destaca.

Outro ponto crítico apontado por Carlos é a rotatória Primaz Shugiro Otaki, no final do viaduto Alfredo Maia. “Das seis às sete horas (da noite) o pessoal está indo embora, somado aos alunos da faculdade que vão para a Vila Falcão. É outro ponto que é muito ruim para atravessar.”

Para melhorar o trânsito na região central, o taxista sugere a descentralização dos ônibus. “A quantidade de ônibus na Rodrigues Alves é muito grande. Teria que fazer um estudo, aliado à educação do motorista e do cidadão”, diz.

Motos

Engana-se quem pensa que motociclistas não se preocupam com o trânsito porque conseguem deslocar-se com mais facilidade. Eles também têm suas críticas.

O mototaxista Vítor Luiz de Souza reclama da falta de sincronia entre os semáforos da cidade, em determinados locais. “A maioria dos clientes reclama da demora. Eles falam que o semáforo é demorado, que eles estão com pressa e perdem muito tempo. Eu sempre faço um caminho melhor, que pegue menos semáforos”, diz.

Para contornar o problema da lentidão, Vítor faz uma seleção das melhores vias para o tráfego. Quando ele vai para os Altos da Cidade, por exemplo, sobe a Saint Martin, que só tem semáforo no cruzamento com a avenida Duque de Caxias.

Outra dica é utilizar a avenida Nuno de Assis para chegar ao Núcleo Gasparini. “O mais demorado mesmo é passar pelo meio do Centro, principalmente no horário de pico”, afirma.

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Onda Verde

Desde fevereiro deste ano, vários semáforos da região central da cidade estão ligados em rede, propiciando a “onda verde”. Eles estão no trecho compreendido entre a avenida Rodrigues Alves e a rua Presidente Kennedy; a rua Araújo Leite e a Gerson França.

“Melhorou significativamente o trânsito de veículos no Centro baixo da cidade. Antigamente era necessário parar obrigatoriamente a cada cruzamento. Hoje não há mais esse problema”, explica Aníbal dos Santos Ramalho, gerente de operações viárias da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

O próximo passo será implantar o sistema no trecho compreendido até a avenida Duque de Caxias.

Aníbal explica que, na onda verde, as entradas de verde dos semáforos têm defasagem de 15 segundos durante o dia. À noite, são 10 segundos.

“Se a pessoa pega o primeiro semáforo verde, conforme ela vai rodando com o carro a uma velocidade de 35 quilômetros por hora, aproximadamente, ela vai pegar o semáforo seguinte abrindo”, diz.

Em outras avenidas de Bauru, como a Duque de Caxias, existem semáforos sincronizados, que são distintos dos sinaleiros em onda verde. Os sincronizados abrem simultaneamente.

“A onda verde propicia a você passar em todos os semáforos, numa determinada velocidade. Conforme você vai chegando, ele vai abrindo. Não seria simultâneo”, expõe Aníbal.

Na opinião do gerente de operações viárias, não há grandes problemas no trânsito do Centro, exceto no horário de fechamento dos bancos. “Aí começa a ter um fluxo muito grande de veículos e talvez a pessoa não consiga ultrapassar o sinal verde no primeiro ciclo que ele chegou. Então tem que esperar um novo ciclo de semáforos para poder sair”, argumenta.