Foi realizada no final da tarde de ontem a maior apreensão de maconha da história de Bauru, segundo a polícia civil. A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) encontrou 1,395 tonelada da droga, que estava armazenada em uma casa do Jardim Redentor. Cinco pessoas foram detidas em flagrante.
As investigações tiveram início há alguns dias, a partir de denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes. “Tínhamos indícios de que algumas pessoas faziam tráfico em outro bairro e estávamos investigando esse grupo”, conta José Henrique Gomes dos Santos, titular da Dise.
Na tarde de ontem, os policiais descobriram onde o grupo armazenava a droga - em uma casa na quadra 1 da rua Santa Agda. “Sabíamos onde eles moravam, mas não onde a droga era guardada”, diz o delegado.
Com um mandado de busca, foi feita a abordagem. Havia cinco pessoas na casa no momento do flagrante: F.A.A., 23 anos; L.C.R., 46 anos; R.S., 43 anos; M.C.F., 28 anos, morador de Cuiabá; e S.S., 28 anos (apenas as iniciais dos nomes foram divulgadas pela Dise).
S.S. era a única mulher do grupo e também a única que tinha passagem pela polícia. Ela havia sido presa por tráfico de entorpecentes e foi liberada há um ano e meio.
Os policiais precisaram pular o muro para entrar no local. A frente do imóvel é totalmente fechada por um muro e um portão de ferro trancado com cadeado. De acordo com os policiais, ninguém morava na casa, embora ela estivesse mobiliada.
A maconha foi encontrada em uma sala próxima à cozinha. A droga estava dividida em pedaços de cerca de 1,5 quilo, embalados com papel celofane de diversas cores”, diz José Henrique.
Ele acredita que a maconha seria comercializada em Bauru e cidades da região. O delegado afirma que o trabalho de investigação da Dise terá continuidade para descobrir a procedência da droga e o destino que ela tomaria.
Os acusados foram detidos em flagrante e indiciados por tráfico de entorpecentes - cuja pena varia de três a 15 anos de prisão -, e por associação para o tráfico de entorpecentes - cuja pena é de três a dez anos. Ambos os crimes são inafiançáveis.
Os quatro acusados serão conduzidos para a Cadeia Pública de Avaí e posteriormente para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. S.S. será levada para a cadeia de Cabrália Paulista.