Mania entre engenheiros no Exterior, as competições de robôs começam a se tornar parte integrante da vida acadêmica também no Brasil. Ontem foi realizado em Bauru, no Obeid Plaza Hotel, a 2.ª Competição Estudantil Latino-americana de Robôs.
A competição foi organizada pela Unesp, pelo Institute of Electrical and Eletronical Engineers (IEEE), Manufacturing Automation Netwoek e a Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros (FEI).
A competição, que contou com a participação do Chile, Argentina, México e várias escolas brasileiras, tem por finalidade desenvolver na prática os conhecimentos dos estudantes de graduação em engenharia e robótica, explica o coordenador geral, Marcelo Franchin. “Foram inscritas 26 equipes. Recebemos mais de 500 visitantes.”
De acordo com ele, os estudantes têm que desenvolver trabalhos de robótica para competir. Essa competição engloba várias categorias, a Lego Competicion, a avançada e as de futebol.
Na modalidade Lego, segundo o coordenador, os estudantes montam robôs Lego que têm motores e sensores. “Eles têm que entrar na arena e localizar bonecos de cores diferentes. Os bonecos de uma determinada cor são os amigos e de outra, inimigos. O robôs que conseguirem tirar mais amigos de uma área é o vencedor. Se tirar inimigo, é ponto para outro”.
Na segunda categoria, a avançada, os estudantes têm que montar um robô para andar num corredor de 10 metros de comprimento e saltar sobre um obstáculo. A terceira e quarta são de futebol: um time de robôs contra outro com uma bola de golfe.
No futebol, há duas modalidades. Uma é num campo de 1,50 metro por 1,30 metro e os robôs têm que ter até 10 centímetros. Na outra, o campo tem 2,90 metros por 2,40 metros e os robôs têm até 10 centímetros de diâmetro. “Todos os robôs não são operados por controle remoto”, detalha o coordenador.
Franchin explica que os robôs possuem um programa. “Os alunos têm que desenvolver um programa no computador que é armazenado nos robôs para que eles executem automaticamente a tarefa.”
Para ele, a competição significa transformar a teoria em prática. “Eles colocam em prática todos os conhecimentos que estão adquirindo nas disciplinas. Conseguem fazer com que o objeto funcione. É uma experiência importante.”
A competição de robôs vai se tornar anual no Brasil, promete o coordenador. “Vamos fazer anualmente no Brasil. Essa é a 2.ª edição latino-americana. No ano passado, foi no Chile, este ano no Brasil e no ano que vem será no México. “
Idéia toma forma
O estudante de engenharia elétrica, Luiz Antônio Celiberto Júnior, da FEI construiu um robô Lego para competir. Apesar de não ter obtido um resultado 100% , ele analisou que a experiência foi produtiva.
“É a primeira vez que eu participo e tenho que corrigir alguns erros.”
Ele acha que a competição incentiva o aprendizado. “Aprendemos a fazer a programação. Usamos os conhecimentos da parte eletrônica, mecânica. Colocamos em prática toda a teoria.”
Simpósio
Simultaneamente à competição de robôs, está ocorrendo o 6.º Simpósio de Automação Inteligente (SBAI), presidido pelo professor doutor Márcio Rillo, reitor da FEI.
Realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Automática (SBA), o encontro tem o objetivo de envolver e estimular toda a comunidade científica na área de pesquisa de automação inteligente. O simpósio prossegue até o dia 17.